Um juiz e outras duas pessoas foram mortas a tiros nesta sexta-feira em uma corte de Atlanta, no Estado da Geórgia (EUA), segundo a polícia, que ainda procura o suspeito. Um quarta pessoa ficou ferida. O juiz Rowland Barnes, 64, e sua estenógrafa, Julie Brandau, foram mortos na corte do Condado de Fulton, enquanto atuavam no julgamento de Brian Nichols, 34, acusado de estupro, disse o tenente Mark Taylor. Um outro funcionário da corte foi baleado na esquina da rua onde fica o prédio e morreu após ser levado para um hospital.
De acordo com informações de um advogado de defesa, citado pela CNN, Nichols tirou a rama de um xerife que estava na sala e atirou contra as pessoas.
A polícia procura pelo suspeito, que teria roubado um carro Honda Accord para fugir.
“Nós ouvimos um barulho. Parecia o som de três ou quatro tiros. Na hora, pensamos que fosse o motor de um carro”, disse Chuck Cole, um procurador da Defesa Civil que estava em um estacionamento próximo quando ouviu os tiros, por volta das 9h10 (11h10 de Brasília).
Todos os outros juízes que trabalham no prédio da corte de Fulton ficaram fechados em suas salas. A polícia isolou a região.
James Bailey, um dos jurados do julgamento de Nichols, disse que a equipe de jurados não estava na sala no momento em que o juiz foi baleado e morto, acrescentando que ele e outras pessoas presentes se sentiram desconfortáveis com a atitude de Bailey. “O tempo todo ele erguia os olhos e encarava as pessoas”.
Barnes foi nomeado para a Corte Superior do Condado de Fulton em 1998. No mês passado, o juiz ganhou visibilidade por ordenar que uma mãe de sete crianças, que confessou ter matado a filha de 5 anos, passasse por um tratamento médico que a impedisse de engravidar novamente.
O crime aconteceu cerca de duas semanas depois que o marido e a mãe de uma juíza federal foram assassinados em Chicago.