WASHINGTON – Um juiz federal americano ordenou a libertação de cinco argelinos suspeitos de terrorismo presos sem acusação formal há quase sete anos na prisão americana da Base Naval de Guantánamo, em Cuba. Em uma primeira sentença de um tribunal civil para suspeitos de terrorismo que apelam contra a detenção, o juiz federal Richard J. Leon disse que é ilegal manter detidos os cinco argelinos indefinidamente, como combatentes inimigos.
Um dos beneficiados pela sentença é Lakhdar Boumediene, cujo caso ante a Suprema Corte obteve para os outros presos de Guantánamo o direito de apelar da detenção. A prisão é considerada uma mancha no histórico de direitos humanos dos Estados Unidos.
Guantánamo manteve mais de 750 detentos do mundo todo desde que foi aberta, em 2002, incluindo muitos capturados em varreduras ou trocados por recompensas na época em que os Estados Unidos buscavam encontrar membros da Al-Qaeda e grupos associados, após os ataques de 11 de setembro de 2001.
Cerca de 255 homens continuam em Guantánamo, incluindo 50 já liberados das acusações, mas que não podem ser repatriados porque têm medo de ser torturados ou perseguidos em seus países de origem. O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, promete fechá-la em seu governo.
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