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Juiz quer revelar detalhes do dossiê antes do 2º turno, diz Jungmann

Juiz quer revelar detalhes do dossiê antes do 2º turno, diz Jungmann

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE), vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, disse nesta quarta-feira que o juiz Jefferson Schneider, da Justiça Federal de Cuiabá, defende que parte das investigações sobre a compra do dossiê contra candidatos tucanos por integrantes do PT sejam divulgadas antes do segundo turno das eleições.

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE), vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, disse nesta quarta-feira que o juiz Jefferson Schneider, da Justiça Federal de Cuiabá, defende que parte das investigações sobre a compra do dossiê contra candidatos tucanos por integrantes do PT sejam divulgadas antes do segundo turno das eleições.

Jungmann conversou nesta terça-feira por telefone com o juiz, que estabeleceu o prazo de 24 horas para a Polícia Federal encaminhar relatório parcial com as investigações do dossiegate à Justiça de Cuiabá.

“Ele [Schneider] disse que sabe da necessidade de que os resultados sejam apresentados antes do segundo turno. Isso vai ajudar a desanuviar o clima político instalado no país”, disse Jungmann.

O delegado da PF, Diógenes Curado, prometeu entregar amanhã o relatório parcial ao juiz. Segundo Jungmann, a PF deve pedir prorrogação das investigações por mais 30 dias diante da dificuldade em apurar a origem do dinheiro que seria usado na compra do dossiê.

O deputado disse que a CPI não teve acesso ao teor do relatório. O sub-relator Carlos Sampaio (PSDB-SP) pediu ao presidente da comissão, Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), autorização para viajar a Cuiabá nesta quinta-feira em busca de cópia do relatório parcial.

“Eu vou buscar o documento, mas aguardo a autorização formal do presidente da CPI para que essa ação não pareça jogo político”, disse Sampaio.

Dinheiro do PT

Segundo o deputado, Curado deve manifestar no relatório parcial que a origem do dinheiro é do próprio PT. “Em um dos pedidos que encaminhou ao juiz no decorrer da investigação, o delegado fundamentou seus argumentos dizendo que a origem do dinheiro era do PT. Ele pode mudar essa convicção, mas todos os envolvidos no caso são ligados a campanhas petistas”, afirmou o sub-relator.

Para Jugmann, a única conclusão possível até este momento é que a origem do dinheiro é ilícita. “Quem fez, fez um trabalho profissional de maneira a burlar a legislação brasileira e o Coaf. Eles foram buscar em várias fontes, retiraram o dinheiro de várias agências e em pequenas quantidades”, disse.

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