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Juíza de SP é afastada por uso de placas frias

Juíza de SP é afastada por uso de placas frias

SÃO PAULO. Denunciada pelo Ministério Público Federal por usar placas reservadas da Polícia Federal em seus carros particulares, a juíza federal Adriana Pillegi de Soveral, da 8 Vara Criminal Federal de São Paulo, foi afastada ontem de suas funções pelo órgão especial do Tribunal Regional Federal (TRF).

SÃO PAULO. Denunciada pelo Ministério Público Federal por usar placas reservadas da Polícia Federal em seus carros particulares, a juíza federal Adriana Pillegi de Soveral, da 8 Vara Criminal Federal de São Paulo, foi afastada ontem de suas funções pelo órgão especial do Tribunal Regional Federal (TRF).

Juíza pode recorrer da decisão ao STJ

Por 12 votos a três, a juíza foi impedida de exercer o cargo a partir de hoje. Ela, porém, poderá recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou com pedido de reconsideração no próprio TRF.

A suspeita de que Adriana usava placas frias foi levantada pela Polícia Federal na Operação Anaconda, que investiga a venda de sentenças judiciais feita por uma quadrilha envolvendo empresários, agentes e juízes federais.

O tribunal também acusou os juízes João Carlos da Rocha Mattos e Casem Mazloum, investigados pela Anaconda, de envolvimento com o uso ilegal de placas. No caso de Mattos, o TRF entendeu, por 15 a zero, que ele beneficiou-se do esquema. O tribunal também considerou que Mazloum usou placas frias, mas, na avaliação de seu caso, o resultado foi 12 a três.

Em conversa gravada, referência a quatro placas

Numa conversa gravada entre o agente federal César Herman e Mattos, o juiz pergunta se seriam quatro placas, “duas deles, uma de Casem e outra da juíza Adriana”. Mattos e Herman estão presos. A Procuradoria da República em São Paulo afirma que o uso de placas serviria para evitar multas. Em junho de 2003, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o trancamento da investigação pedido por Adriana.

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