A juíza da 15ª Vara de Fazenda Pública do Rio, Alessandra Cristina Tufvesson Peixoto , aceitou o pedido do Ministério Público Federal e determinou o seqüestro de bens do deputado estadual cassado Álvaro Lins (foto) (PMDB). A decisão foi tomada na ação civil pública movida contra Lins por improbidade administrativa.
De acordo com a Procuradoria, Lins teria adquirido imóveis de valores incompatíveis com seu salário, além de dispersar seu patrimônio entre familiares. O processo corre em segredo de Justiça.
Preso em Bangu 8, Lins teve o mandato cassado pela Alerj (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) no dia 12 de outubro por quebra de decoro parlamentar.
Ex-chefe da Polícia Civil no governo de Rosinha Matheus (PMDB), chegou a ser considerado foragido da Justiça Federal, onde responde a processo pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, facilitação de contrabando e formação de quadrilha armada. Lins também é acusado envolvimento com a máfia dos caça-níqueis. Ele se apresentou à Justiça no dia 19 de agosto.
No dia 14 de agosto, a juíza Márcia Helena Nunes, do TRF (Tribunal Regional Federal) da 2ª Região, havia ordenado a prisão de Lins, apontado como o chefe operacional de um esquema de pagamentos de propina dentro da estrutura da Secretaria de Segurança do Rio quando ele era chefe da Polícia Civil.
Lins chegou a ser preso em flagrante no fim de maio durante a Operação Segurança Pública S/A, que desarticulou o suposto esquema. Mas ele foi solto por determinação da Alerj. Na ocasião, os deputados julgaram que o flagrante não estava configurado.
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