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Justiça abre novo processo contra Valério

Justiça abre novo processo contra Valério

SÃO PAULO - A Justiça Federal de Santos, litoral sul de São Paulo, recebeu integralmente a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo e abriu processo contra o empresário Marcos Valério Fernandes e mais dez pessoas, que responderão pelo crime de formação de quadrilha. Eles são acusados de forjar um inquérito na Delegacia de Polícia Federal de Santos para espionar as atividades de dois fiscais da Secretaria da Fazenda paulista responsáveis por ações que resultaram em uma multa milionária contra a cervejaria Petrópolis, de Walter Faria, amigo de Valério. O objetivo seria desmoralizar os fiscais para facilitar o processo em favor da empresa.

SÃO PAULO – A Justiça Federal de Santos, litoral sul de São Paulo, recebeu integralmente a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo e abriu processo contra o empresário Marcos Valério Fernandes e mais dez pessoas, que responderão pelo crime de formação de quadrilha. Eles são acusados de forjar um inquérito na Delegacia de Polícia Federal de Santos para espionar as atividades de dois fiscais da Secretaria da Fazenda paulista responsáveis por ações que resultaram em uma multa milionária contra a cervejaria Petrópolis, de Walter Faria, amigo de Valério. O objetivo seria desmoralizar os fiscais para facilitar o processo em favor da empresa.

A atuação foi investigada pela Polícia Federal na Operação Avalanche. Por decisão liminar da desembargadora Vesna Kolmar, o processo contra Valério ficará na Justiça Federal de Santos até o julgamento do mérito de competência pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

A Operação Avalanche, iniciada a partir de uma investigação de controle externo solicitada pelo MPF contra policiais federais acusados de exigir vantagem indevida, chegou a um grupo acusado de crimes na área de comércio exterior e, posteriormente, a Walter Faria, que responde ao processo em liberdade. Interceptações telefônicas autorizadas judicialmente demonstraram que o empresário contratou, informalmente, “os serviços de Marcos Valério e de Rogério Tolentino, como consultores”, afirma a denúncia. Tolentino é um dos sócios de Valério e também está preso.
Valério é um dos quarenta réus do escândalo conhecido como mensalão. O processo tramita no Supremo Tribunal Federal. Preso em São Paulo, o empresário mineiro é apontado como um dos principais nomes do esquema.

Marcos Valério pode ainda responder a processo relativo ao chamado mensalão mineiro. A denúncia de existência do esquema mineiro de arrecadação paralela de recursos foi apresentada em 19 de novembro pelo Ministério Público Federal em Belo Horizonte. Além de Valério, outras 26 pessoas foram incluídas na denúncia. Conforme informações do MPF, os 27 acusados teriam praticado os crimes de lavagem de dinheiro, gestão temerária e fraudulenta, prestação de informações falsas, corrupção passiva e ativa. As penas para alguns podem ultrapassar 30 anos de prisão e as denúncias são desdobramentos do inquérito principal sobre o mensalão que tramita no Supremo por causa do foro privilegiado de alguns acusados.
 

 

A Justiça do Direito Online

 

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