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Justiça anula casamento de gêmeos britânicos que não sabiam que eram irmãos

Justiça anula casamento de gêmeos britânicos que não sabiam que eram irmãos

Um casal de gêmeos separado no nascimento se casou sem saber que eram irmãos, contou um parlamentar à Câmara dos Lordes britânica. A justiça anulou a união depois de saber do parentesco, informou o lorde David Alton. O legislador forneceu poucos detalhes sobre o caso ao discutir durante cinco horas sobre a legislação de casos envolvendo embriologia humana. Disse que um juiz, cujo nome não quis revelar, lhe contou o caso.

Um casal de gêmeos separado no nascimento se casou sem saber que eram irmãos, contou um parlamentar à Câmara dos Lordes britânica. A justiça anulou a união depois de saber do parentesco, informou o lorde David Alton. O legislador forneceu poucos detalhes sobre o caso ao discutir durante cinco horas sobre a legislação de casos envolvendo embriologia humana. Disse que um juiz, cujo nome não quis revelar, lhe contou o caso.

O caso, segundo Alton, “envolvia o nascimento normal de gêmeos que foram separados no nascimento e adotados por pais diferentes”. “Eles nunca souberam que eram gêmeos. Se encontraram quando eram adultos e sentiram uma atração irresistível. O juiz teve que lidar com as conseqüências do casamento e com a separação”, disse o lorde. O caso foi divulgado hoje pelo jornal inglês Evening Standard.

Alton, um legislador independente que trabalha na universidade John Moore, em Liverpool, disse em entrevista que o casamento dos gêmeos chama a atenção para um debate maior sobre a importância de reforçar o direito de conhecer a identidade de seus pais biológicos, incluindo crianças nascidas de fertilização in vitro. Pela lei britânica, apenas a mãe deve ser nomeada na certidão de nascimento. Não é necessário identificar o doador de esperma ou nascimentos resultados de fertilização in vitro. A lei da Grã-Bretanha também não exige que os pais digam aos filhos que são resultados de doação de esperma.

Alton acredita que isso deve ser mudado. “Todo mundo tem o direito de conhecer sua linhagem, genealogia e identidade. Se não fizerem isso podem ser levados a casos de incesto”, ele disse. Alton afirmou que espera uma emenda no projeto de lei que regula a fertilidade e embriologia, ainda em debate na Câmara dos Lordes, exigindo certidões de nascimento que identifiquem o pai genético para filhos de doadores de esperma. Sobre o caso dos gêmeos, declarou: “Se você tentar esconder a identidade de alguém, cedo ou tarde a verdade vai aparecer. E se você não sabe que tem uma relação biológica com alguém, pode se sentir atraído e tragédias como essa podem ocorrer”.

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