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Justiça brasileira determina retorno de ex-pugilista Mike Tyson em março

Justiça brasileira determina retorno de ex-pugilista Mike Tyson em março

O conturbado tour de Mike Tyson, 39, pelo Brasil deve continuar somente até domingo, mas a próxima visita do ex-pugilista ao país já está agendada.

O conturbado tour de Mike Tyson, 39, pelo Brasil deve continuar somente até domingo, mas a próxima visita do ex-pugilista ao país já está agendada.

Após prestar depoimento ontem à tarde no Fórum Criminal da Barra Funda, o norte-americano foi intimado pelo juiz José Zoéga Coelho a comparecer a uma nova audiência em 7 de março do ano que vem. Até o horário já foi marcado: 13h30.

Ele responderá pela acusação de lesão corporal contra o cinegrafista Carlos Eduardo da Silva, 34, do SBT, na madrugada de quinta. Foi a única das três acusações anteriores mantida pelo promotor Fábio Farinazzo Lorza.

Nesse intervalo, a Justiça brasileira pedirá a autoridades dos Estados Unidos informações sobre a ficha criminal do ex-campeão dos pesados. Caso esteja há mais de cinco anos sem problemas com a Justiça americana, Tyson terá o benefício de ver uma eventual pena convertida em doações de cestas básicas ou trabalhos comunitários no Brasil. Do contrário, o Código Penal prevê detenção de três meses a um ano, mais multa a ser estipulada pelo juiz.

Ontem, Tyson comeu omelete e tomou chá no café da manhã no hotel em que está hospedado no centro de São Paulo.

Acompanhado por dois advogados brasileiros, só reapareceu pelo lobby do hotel às 14h40, vestindo uma camisa da seleção argentina e autografada por Diego Maradona, o americano foi vaiado por pedestres na calçada em frente ao hotel e respondeu estendendo o dedo médio.

A bordo de uma Mercedes C320, de propriedade de Oscar Maroni, dono da boate Bahamas, Tyson foi levado direto para o Fórum, onde chegou às 15h20.

Sua presença causou aglomeração e corre-corre. Enquanto ele prestava depoimento, cerca de 50 curiosos esperavam na saída do Jecrim (Juizado Especial Criminal), na esperança de um autógrafo ou uma foto com o americano.

Ficaram frustrados. Tyson deixou o Fórum por uma saída exclusiva de funcionários e foi almoçar em uma churrascaria.

De lá seguiu para o escritório dos advogados que o defendem: Alexandre Husni e Fernando Mônaco, na rua Canadá, nos Jardins. Regressou para o hotel às 18h15.

De cara fechada, não falou com repórteres e pediu à segurança que tirasse a imprensa do lobby. Mandou arrumar o quarto, indicando que passaria a noite em São Paulo, e, segundo a assessoria de imprensa do Crowne Plaza, só deve deixar a cidade domingo à noite.

Segundo o cinegrafista Silva, que disse ter sido agredido na boate Bahamas pelo ex-lutador, que lhe quebrou a câmera, o comportamento de Tyson foi bem diferente durante o depoimento.

“Ele estava dando risada o tempo todo e entrou na sala assobiando. Fiquei com muito medo e até avisei a Polícia Militar para que eles ficassem de olho”, declarou. “Ele só ficou mais nervoso quando percebeu que a história não se encerraria ali”, disse Silva.

O advogado do cinegrafista, Áureo Aires Mesquita, afirmou que entrará em contato com colegas americanos para processar Tyson nos EUA por danos morais. Segundo o advogado, caso ele não compareça à audiência em março, pode ser julgado à revelia.

Como é acusado de um crime considerado leve, o ex-pugilista não teve o passaporte retido pela Justiça e pode voltar a seu país quando quiser.

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