A 32ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte determinou o leilão da Taça de Campeão Brasileiro de 1971 do Atlético-MG o troféu mais importante da história do clube para quitar uma dívida trabalhista. Além da taça, que tem 1,20 metro e foi avaliada em R$ 2.500, a Justiça pretende leiloar um televisor, no valor de R$ 600.
A decisão foi publicada em edital público no órgão oficial do Estado no último dia 22. O juiz Rogério Valle Ferreira marcou o leilão para 18 de novembro, em razão do não pagamento da dívida inicial de R$ 1.227 que o clube mantinha com o ex-gerente administrativo Maurílio Cristoforeto de Oliveira. Ele trabalhou no Atlético-MG em regime de experiência por menos de 45 dias.
Segundo o TRT-MG (Tribunal Regional do Trabalho – 3ª Região), o Atlético-MG tem prioridade para arrematar o troféu e a TV pelo valor da avaliação, feita por um oficial de Justiça em visita ao clube. Há possibilidade ainda de substituição dos itens a serem leiloados.
O advogado Ricardo Portella, do escritório Gontijo Mendes Advogados, responsável pelas questões trabalhistas do Atlético-MG, classificou de “sensacionalismo” a colocação do troféu à venda e descartou a hipótese de perdê-lo.
“No momento em que o Atlético-MG está [na vice-lanterna do Brasileiro, com 33 pontos], esse tipo de coisa só atrapalha. A dívida será quitada até sexta-feira. Queremos resolver logo isso. É um valor baixo e, para os atleticanos, essa taça tem um valor inestimável.”