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Justiça deve fazer prisões em massa na fronteira hoje

Justiça deve fazer prisões em massa na fronteira hoje

Durante a audiência pública que ocorre hoje em Amambai para buscar alternativas que aumentem a segurança na região de fronteira com o Paraguai, o juiz Odilon de Oliveira deve expedir pelo menos dez mandados de prisão contra pessoas acusadas de envolvimento com o narcotráfico e lavagem de dinheiro.

Durante a audiência pública que ocorre hoje em Amambai para buscar alternativas que aumentem a segurança na região de fronteira com o Paraguai, o juiz Odilon de Oliveira deve expedir pelo menos dez mandados de prisão contra pessoas acusadas de envolvimento com o narcotráfico e lavagem de dinheiro.

O magistrado, que durante 13 meses atuou na fronteira com o Paraguai, em Ponta Porã, será um dos palestrantes do encontro que contará também com o senador Delcídio do Amaral (PT) e do deputado federal Murilo Zauith (PFL), além de representantes da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e de autoridades das cidades fronteiriças. Os mandados de prisão serão entregues à Polícia Federal e possivelmente ainda hoje alguns devam ser cumpridos. Conforme informações obtidas pelo Correio do Estado, parte das detenções deve causar surpresa, pois entre elas há pessoas conhecidas e influentes de Amambai e de outros municípios.

A Audiência Pública desta tarde faz parte do movimento “Amor Pela Fronteira”, que cobra maior presença da União para inibir a ação do crime organizado, que em Amambai montou uma espécie de QG.

Entre outras sugestões, as lideranças locais cobram a federalização da rodovia que liga Sanga Puitã a Eldorado (a Guairaporã), implantação de delegacias da Polícia e Receita Federal em Amambai e maior presença da Funai e do Ibama nos municípios que fazem fronteira seca com o país vizinho.

Justiça Federal

Desde junho de 2004, quando o juiz Odilon de Oliveira começou a trabalhar nos casos que envolvem lavagem de dinheiro e narcotráfico ele confiscou nada menos de 1,8 milhão de hectares de terras compradas ilegalmente em Mato Grosso do Sul e em pelo menos cinco outros Estados. Além disso, condenou 122 pessoas a 947 anos de detenção acusadas de narcotráfico e lavagem de dinheiro. Centenas de veículos e imóveis urbanos, além de oito aviões, também foram confiscados neste período.

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