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Justiça dos EUA pede bloqueio de compra de empresa pelo JBS

Justiça dos EUA pede bloqueio de compra de empresa pelo JBS

O Departamento de Justiça dos EUA pediu o bloqueio da compra da empresa National Beef pelo JBS, mas não se opôs à aquisição da Smithfield Beef Group pela companhia brasileira.

O Departamento de Justiça dos EUA pediu o bloqueio da compra da empresa National Beef pelo JBS, mas não se opôs à aquisição da Smithfield Beef Group pela companhia brasileira.

O órgão do governo norte-americano informou que a aprovação das duas aquisições levaria o JBS a controlar mais de um terço dos abates de bovinos nos EUA e seria prejudicial ao setor de food service e ao consumidor, que acabaria pagando mais pela carne.

Ação judicial

O Departamento de Justiça entrou com uma ação na corte distrital de Chicago pedindo a não aprovação da compra da National Beef, contando com o apoio das promotorias de 13 Estados norte-americanos.

"A combinação do JBS com a National provavelmente levaria varejistas, empresas de food service e consequentemente os consumidores americanos a pagar mais pela carne bovina", afirmou Thomas O. Barnett, procurador na divisão antitruste do Departamento de Justiça.

"Ela também reduziria a competição entre os processadores de carne na compra de animais, fator crítico para garantir bons preços para milhares de criadores e confinadores do país", acrescentou Barnett no comunicado.

Compra

O JBS, maior processador mundial de carne bovina, anunciou em março, de forma conjunta, que havia fechado a compra de três processadoras de carne bovina, duas nos EUA e uma na Austrália, por aproximadamente US$ 1,2 bilhão.

Além da National Beef e da Smithfield, a empresa brasileira anunciou na época a compra da australiana Tasman, aquisição esta já aprovada pelo órgão regulador da Austrália.

O JBS já administra nos EUA a Swift, sua primeira investida no mercado norte-americano.

Concentração de mercado

No comunicado, o Departamento de Justiça disse ainda que as aquisições propostas pela companhia brasileira, se aprovadas, concentrariam praticamente 80% do mercado de processamento de carne bovina nos EUA nas mãos de apenas três empresas: JBS, Cargill e Tyson Foods.

Bill Bullard, que representa uma associação de criadores e confinadores nos Estados Unidos, a R-Calf, elogiou a decisão do órgão norte-americano.

"Achamos que o Departamento de Justiça e os Estados envolvidos têm em mãos um processo sólido e estamos satisfeitos de eles terem tomado essa atitude para proteger a indústria da carne dos EUA", afirmou.

Outro lado

O G1 procurou a empresa para saber de sua posição sobre o assunto, mas ainda não teve resposta do JBS.

A Justiça do Direito Online

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