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Justiça investiga prostitutas que visitam presos em SP

Justiça investiga prostitutas que visitam presos em SP

Garotas são contratadas pelo celular, de dentro das prisõesÚltimas de Brasil O grupo de promotores de Justiça responsável por investigar o crime organizado vai redirecionar uma investigação já em andamento visando apurar se garotas de programa, falsas companheiras ou mulheres de presos estão burlando o controle das visitas nas penitenciárias para cometer atos ilícitos.

Garotas são contratadas pelo celular, de dentro das prisõesÚltimas de Brasil

O grupo de promotores de Justiça responsável por investigar o crime organizado vai redirecionar uma investigação já em andamento visando apurar se garotas de programa, falsas companheiras ou mulheres de presos estão burlando o controle das visitas nas penitenciárias para cometer atos ilícitos.

Ontem, a reportagem do Terra revelou que garotas de programa burlam o controle de visitas para fazer programas amorosos dentro da prisão, desvirtuando o benefício da visita íntima, direito do detento criado para manter o vínculo familiar e colaborar com sua ressocialização.

A prostituição não é crime. Porém, ao fornecer informações falsas, por meio de documentos como uma declaração pública de convivência estável (para ter direito à visita íntima) é considerado crime de falsidade ideológica, cuja pena é de um a cinco anos de prisão.

Mas o Gaerco Gaerco (Grupo de Atuação Especial Regional de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado) de Prudente, responsável pela investigação, suspeita que pessoas estejam usando desse artifício para entrar nos presídios com drogas, celulares ou até servindo de pombo-correio, transmitindo ou repassando ordens de criminosos.

De acordo com o Gaerco, três pessoas já foram processadas por falsidade ideológica na região. Uma delas é a advogada MyISAMne dos Anjos, acusada de ter ligação com a cúpula do PCC (Primeiro Comando da Capital) – ela também é suspeita de envolvimento no assassinato do juiz-corregedor dos presídios de Prudente, Antônio José Machado Dias, ocorrido em 2003, segundo a polícia, a mando da facção criminosa.

MyISAMne confessou ter mentido ao se apresentar como amásia de um detento para ingressar num presídio. A própria SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) admitiu que recentemente duas mulheres foram denunciadas por fornecer “informações inverídicas” sobre suposto relacionamento com um preso.

Elas foram levadas para a polícia, onde foi lavrado um boletim de ocorrência.

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