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Justiça manda tirar do ar sites ligados a jogos violentos

Justiça manda tirar do ar sites ligados a jogos violentos

A Justiça Federal em Minas Gerais determinou a retirada do ar de páginas da internet relacionadas ao jogo on-line 'The Crims'. A liminar (decisão provisória) atendeu pedido do Ministério Público Federal, em ação movida no dia 10. Para a Procuradoria, o jogo 'induz e propaga a prática de delitos como assalto, tráfico de drogas e homicídio'.

A Justiça Federal em Minas Gerais determinou a retirada do ar de páginas da internet relacionadas ao jogo on-line “The Crims”.

A liminar (decisão provisória) atendeu pedido do Ministério Público Federal, em ação movida no dia 10. Para a Procuradoria, o jogo “induz e propaga a prática de delitos como assalto, tráfico de drogas e homicídio”.

A decisão não atinge o site do jogo, hospedado nos EUA. Ainda assim, determina que três provedores brasileiros de acesso à internet (TV Globo, NIC.br, CGI.br) e o Google (responsável por páginas sobre o jogo no site de relacionamentos Orkut) suspendam o conteúdo de sites que divulguem ou mencionem o game.

The Crims é um jogo on-line -jogado pelo próprio site do game. Segundo o MPF, o jogador acumula créditos e pontos ao “assassinar cidadãos, violentar idosos, atropelar pedestres, contratar prostitutas, usar, produzir e comercializar drogas pesadas, entre outros crimes”.

O site oficial do jogo (www.thecrims.com), traduzido em 18 línguas, informa ter 2,5 milhões de usuários cadastrados em todo o mundo. No Orkut, são 327 comunidades relacionadas ao jogo -a grande maioria de entusiastas do game.

Para o procurador Fernando Martins, a intenção da ação não é a “censura pura e simples”, mas proteger crianças e adolescentes. “Temos que definir qual é a fronteira da liberdade de expressão. Um site nazista ordenando a morte de judeus deve ser mantido? Deve haver um limite.”

O procurador também havia citado a União para que, por meio do Ministério da Justiça, acionasse o governo dos EUA para bloquear o site do jogo. O juiz federal negou a medida, alegando que envolve “demorado trâmite burocrático” e “questões inerentes à soberania de outra nação”.

OUTRO LADO – A Globo.com informou, por meio de sua assessoria, que não havia sido notificada da decisão da Justiça Federal em Minas. Afirmou que a página em questão é apenas hospedada pela empresa e que será retirada do ar.

A assessoria do Google não respondeu ao recado deixado pela reportagem. Os outros dois provedores citados na decisão e os responsáveis pelas páginas não foram localizados.

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