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Justiça recusa direito de uso da veste muçulmana na escola

Justiça recusa direito de uso da veste muçulmana na escola

Uma jovem muçulmana britânica viu a mais alta instância da Justiça do Reino Unido rejeitar a sua pretensão de usar na escola uma longa veste que apenas deixa a descoberto as mãos e a cara. Shabina Begum tinha colocado a sua escola de então em tribunal por a ter impedido de usar o 'jilbab'.

Uma jovem muçulmana britânica viu a mais alta instância da Justiça do Reino Unido rejeitar a sua pretensão de usar na escola uma longa veste que apenas deixa a descoberto as mãos e a cara. Shabina Begum tinha colocado a sua escola de então em tribunal por a ter impedido de usar o “jilbab”.

Uma jovem muçulmana britânica viu, esta quarta-feira, ser-lhe negado o uso do “jilbab”, uma veste tradicional que deixa apenas a descoberto as mãos e a cara, numa escola, após uma decisão da mais alta instância da Justiça do Reino Unido.

Shabina Begum, agora com 17 anos, iniciou uma longa batalha judicial em Setembro de 2002 quando o Denbigh High School, a escola que frequentava então em Luton, nos arredores de Londres, a proibiu de usar a sua veste, obrigando-a a vestir o uniforme escolar.

A jovem perdeu na primeira instância, em Junho de 2004, contudo, acabou por ver ser-lhe dada razão na instância superior, o que motivou novo recurso da antiga sua escola para o «Law Lords», a mais alta instância da Justiça britânica, ligada à Casa dos Comuns.

Esta instância entende que a escolha do uniforme «foi feita após longas reflexões e de forma a respeitar as crenças dos muçulmanos, de maneira inclusiva e não ameaçadora».

A «Law Lords» fez ainda referência à «política adoptada em termos de uniformes escolares» por parte desta escola que tem cerca de 80 por cento de alunos de religião muçulmana e que permitia mesmo o uso do véu.

A jovem muçulmana não ficou contente com a decisão tomada por esta instância, mas recordou o facto de ter «tomado uma posição ao falar» sobre um assunto que muitos muçulmanos no Reino Unido entendem ser uma quebra fundamental dos seus direitos.

O caso ganhou bastante notoriedade especialmente porque Shabina Begum chegou a ser defendida por Cherie Booth, a esposa do primeiro-ministro Tony Blair.

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