Apesar de proibidas pela polícia, as atividades dos agentes na segurança privada são reconhecidas pela Justiça do Trabalho. Muitas vezes, a Justiça entende que há vínculo empregatício entre o policial e a empresa para a qual ele trabalha.
Segundo a juíza Vilma Mazzei Capatto, do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, isso acontece quando o serviço prestado é permanente e subordinado a alguém, o empregado recebe salário, tem horários compatíveis entre os dois trabalhos e não prejudica seu serviço na polícia por causa do bico.
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, como o setor bancário tem grande demanda por seguranças, concentra muitos processos desse tipo.
O HSBC responde, no Município de São Paulo, a cerca de 40 ações em que PMs pedem vínculo empregatício. Por meio da Assessoria de Imprensa, o HSBC informou que não contrata policiais, mas usa apenas serviços de empresas terceirizadas.