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Londres abre inquérito sobre a morte de Jean Charles de Menezes

Londres abre inquérito sobre a morte de Jean Charles de Menezes

Mais de três anos após o brasileiro Jean Charles de Menezes ter sido morto a tiros por policiais londrinos que o confundiram com um terrorista, uma investigação pública para analisar o caso foi aberta nesta segunda-feira em Londres. Cerca de cem pessoas, entre elas 65 policiais, foram chamados a depor na investigação, que deve durar aproximadamente três meses.

Mais de três anos após o brasileiro Jean Charles de Menezes ter sido morto a tiros por policiais londrinos que o confundiram com um terrorista, uma investigação pública para analisar o caso foi aberta nesta segunda-feira em Londres. Cerca de cem pessoas, entre elas 65 policiais, foram chamados a depor na investigação, que deve durar aproximadamente três meses.

Os dois policiais que efetuaram os disparos devem depor pela primeira vez. De acordo com a agência de notícias Efe, os agentes, identificados como Charlie 2 e Charlie 12, prestarão declaração protegidos por um biombo, para resguardar sua identidade.

Jean Charles foi morto a tiros em 22 de julho de 2005, na estação de metrô de Stockwell (zona sul de Londres), por agentes que o confundiram com um terrorista. Ele tinha 27 anos à época e levou sete tiros na cabeça e um no ombro. As tensões na capital estavam elevadas na época porque 52 pessoas haviam morrido semanas antes em atentados realizados contra o sistema de transporte londrino.

O ex-juiz do Tribunal Superior de Londres Michael Wright ficará responsável pelo caso, que acontece perto da estação de Stockwell. Entre os assuntos que Wright deverá abordar estão a legalidade das medidas tomadas pela polícia e como Jean Charles conseguiu pegar um ônibus para chegar à estação, já que as polícia o seguia a partir de um apartamento no bairro de Tulse Hill (sul de Londres).

Uma testemunha-chave será Cressida Dick, responsável direta da operação e que em um julgamento anterior foi absolvida por um júri de qualquer culpa pessoal na morte do brasileiro.

A morte de Jean Charles aconteceu um dia depois dos atentados fracassados de 21 de julho de 2005 contra a rede de transporte de Londres, nos quais nenhuma pessoa ficou ferida.

No ano passado, a Polícia Metropolitana de Londres foi declarada culpada de violar a Lei de Saúde e Segurança no Trabalho de 1974, colocando a segurança pública em risco.

O inquérito –exigido pela lei britânica quando alguém morre de maneira não esperada, violenta ou por causas desconhecidas– provavelmente será a investigação pública mais detalhada sobre os acontecimentos que levaram à morte de Jean Charles.

Entre os parentes que foram nesta segunda-feira ao estádio Oval de críquete, no sul de Londres, onde ocorre a investigação, estavam três primos de Jean Charles –Alex Pereira, Alessandro Pereira e Patricia da Silva Armani– além de amigos que distribuíram panfletos com a bandeira brasileira e o lema "três anos sem justiça". Eles também usavam camisas com a data do trágico incidente na estação londrina de Stockwell (sul).

A Justiça do Direito Online

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