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Lula diz temer que CPI desmoralize a Aeronáutica

Lula diz temer que CPI desmoralize a Aeronáutica

Em jantar com senadores do PT, o presidente Lula (foto) disse que, caso seja instalada, a CPI do Apagão Aéreo poderá ser usada para desmoralizar a Aeronáutica e que o pais não ganharia nada em expor 'fragilidades' das Forças Armadas. Conforme relato feito à Folha de S. Paulo por participantes do encontro, o presidente voltou a se posicionar contra a CPI e assegurou que o governo já estão realizando sindicâncias para apurar denúncias de irregularidade na Infraero.

Em jantar com senadores do PT, o presidente Lula disse que, caso seja instalada, a CPI do Apagão Aéreo poderá ser usada para desmoralizar a Aeronáutica e que o pais não ganharia nada em expor “fragilidades” das Forças Armadas. Conforme relato feito à Folha de S. Paulo por participantes do encontro, o presidente voltou a se posicionar contra a CPI e assegurou que o governo já estão realizando sindicâncias para apurar denúncias de irregularidade na Infraero.

A instalação da CPI, arquivada na Câmara, depende de julgamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que vai examinar recurso apresentado pela oposição. A decisão só deve sair no final deste mês.

Além da sindicância da própria estatal, a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU) também apuram denúncias de irregularidades na Infraero. Em um contrato com valor superior a R$ 250 milhões, por exemplo, o TCU identificou superfaturamento de mais de 80%.

Ontem o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, recebeu três convocações simultâneas para depor na próxima semana em comissões do Congresso: duas no Senado e uma na Câmara.

Queixas recíprocas

De acordo com a Folha, durante o jantar com senadores do PT, o presidente cobrou uma defesa mais veemente do governo no Congresso. Por outro lado, ouviu queixas da bancada sobre a falta de diálogo e da pouca atenção dispensada pelo Palácio do Planalto.

Lula teria dito que, em momentos difíceis de seu primeiro mandato, como durante a crise do mensalão, perguntava-se sobre o paradeiro de sua base, já que via apenas “dois ou três” fazerem a defesa de seu governo diante dos ataques mais duros da oposição. (Edson Sardinha)

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