BRASÍLIA – Um terreno a 15 quilômetros do Aeroporto de Brasília é o pivô do mais novo escândalo envolvendo a Infraero. O assessor da presidência da estatal Josenvalto Reis é acusado de tentar negociar a compra da área de 240 mil metros quadrados, pertencente ao Governo do Distrito Federal, para depois repassar a imobiliárias. A transação, que envolveria o ex-governador e atual senador Joaquim Roriz (PMDB-DF), renderia um total de R$ 160 milhões para os supostos beneficiários do esquema.
O terreno seria vendido à Infraero por R$ 41,8 milhões, que, em seguida, demonstraria falta de interesse no imóvel e repassaria pelo mesmo preço a terceiros. Os compradores poderiam repartir a área em lotes, faturando até R$ 200 milhões. A denúncia, publicada pela Revista Veja deste final de semana, não foi comentada oficialmente pela estatal. O presidente da Infraero, brigadeiro José Carlos Pereira, foi procurado pela reportagem, mas não foi localizado até a tarde de ontem. A Veja informou que o assessor Josenvalto Reis pediu demissão na última sexta-feira.