O empresário Marcos Valério (foto) preferiu não explicar as razões do pagamento de R$ 98,5 mil à empresa Caso Comércio e Serviços Ltda., de propriedade de Freud Godoy, segurança de Lula e ex-assessor da Presidência da República. A transferência está registrada na contabilidade da SMP&B, apontada como uma das principais empresas alimentadoras do esquema do mensalão, a mesada paga a deputados para que votassem com o governo. Em nota divulgada nesta quarta-feira, 20, Valério preocupou-se em ressaltar a “regularidade fiscal e tributária das empresas das quais foi sócio” e o fato de ter colaborado com documentos e depoimentos para as investigações conduzidas no Congresso, na Procuradoria da República, na Polícia Federal e na Receita Federal.
O repasse foi realizado em 20 de janeiro de 2003, vinte dias depois da posse do presidente Lula e está registrado na contabilidade da SMP&B apresentada pelo próprio Marcos Valério à CPI dos Correios. Até o momento, era conhecida a relação empresarial de Godoy com o PT, mas não se sabia da existência de vínculos comerciais com empresas de Valério. Os registros indicam o recolhimento de imposto de renda sobre o repasse, no valor de R$ 1,5 mil. Mas o valor do serviço prestado pela empresa de Godoy chama a atenção. Pela segurança no 24º aniversário do Partido dos Trabalhadores em 2004, a Caso Segurança, outra empresa de Godoy, recebeu R$ 13,6 mil.