A eleição da Associação dos Magistrados da Paraíba registrou a presença de apenas 152 votantes e 185 ausentes, ou seja, o comparecimento de apenas 45,10% do colégio eleitoral. A alta abstenção reflete de forma negativa na legitimidade da diretoria eleita. O presidente eleito, juiz Marcos Salles teve 147 votos, cerca de 43,62% do eleitorado, de um total de 337 votantes que compõem o colégio eleitoral dos magistrados na Paraíba. Ainda foram registrados três votos em branco.
O inexpressivo comparecimento dos magistrados paraibanos ao pleito da AMPB, onde a maioria silenciosa não se fez presente, compromete o grau de legitimidade e representatividade da diretoria reconduzida, levando-se a uma reflexão sobre os destinos das futuras propostas administrativas e uma sensação de insatisfação da categoria, que reflete a falta de unidade da classe magistral.
Um ponto que tem sido objeto de questionamento permanente entre os magistrados, é que a bandeira dos precatórios da atual diretoria, tão utilizada enfaticamente como luta de todos, acabou no esquecimento diante da falta de atos concretos e resultados práticos na solução dessa causa, embora já tenha se passado dois anos dessa promessa. Os únicos precatórios pagos têm sido os de pequeno valor.
Outro aspecto largamente enfocado pelos juízes é que em diversas ocasiões, a diretoria da AMPB negou vigência ao seu estatuto, ao negar apoio público, jurídico e administrativo aos juízes vítimas de acusações ou ataques públicos; quando o regulamento prescreve apoio efetivo.
O fato da diretoria da AMPB se insubordinar contra uma decisão do Conselho Deliberativo, órgão superior da Instituição, para negar o patrocínio de um habeas corpus para um dos seus associados, foi visto como fator de desagregação associativa, inclusive o juiz Francisco Antunes, presidente do órgão, recusou-se a participar da chapa para novo mandato.
A sugestão, na época, era realizar uma assembléia geral para decidir sobre o direito de um associado ter a AMPB como impetrante no hábeas corpus, mesmo ordenado pelo Conselho Deliberativo, mas para evitar um cenário de proporções folclóricas, o interessado preferiu desistir do patrocínio infiel.
A atitude do juiz Francisco Antunes em renegar compor a chapa eleita, tem sido objeto de elogio e aplausos, pela sua postura de firmeza, dignidade e independência.
Se não bastassem todos esses equívocos, foi muito salientado entre os juízes, a aventura da diretoria da Associação em questionar atos de promoção de seus associados perante o Conselho Nacional de Justiça, abrindo uma cisão que resultou em prejuízo para diversos juízes que foram promovidos, e agora despromovidos, com reflexo direto nos que os antecederam; o chamado efeito dominó.
A decisão do CNJ terminou por prejudicar os juízes Eduardo Coutinho e Antônio Reginaldo, ambos da comarca de Campina Grande. Se não forem promovidos, cerca de 15 juízes serão, igualmente, despromovidos.
O fato do presidente da diretoria reconduzida contar com 147 votos, ao lado do juiz Sivanildo Torres (1º Tesoureiro), com igual votação, projeta um cenário de dificuldades para respaldar a representatividade da categoria, agora ameaçada por falta de apoio político da própria classe.
Todos os elementos informativos constam da Ata da Assembléia divulgada pela Assessoria de Imprensa da AMPB.
RESULTADO FINAL DA ELEIÇÃO DA AMPB:
PRESIDENTE: Juiz Marcos Coelho de Salles, com 147 votos;
VICE-PRES.: Juiz Romero Marcelo da F. Oliveira, com 143 votos;
1º SECRETÁRIO: Juiz Antônio Silveira Neto, com 138 votos;
2º SECRETÁRIO: Juiz João Batista Barbosa, com 143 votos;
1º TESOUREIRO: Juiz Sivanildo Torres Ferreira, com 147 votos;
2º TESOUREIRO: Juíza Leila Cristinani C. de F e Sousa, com 135 votos;
Para membros do Conselho Deliberativo da entidade, foram eleitos os seguintes candidatos:
1º Membro: Juiz José Bonifácio de Lima Lobo, com 144 votos;
2º Membro: Juiz Fábio José de Oliveira Araújo, com 143 votos;
3º Membro: Juiz Ramonilson Alves Gomes, com 141 votos;
4º Membro: Juiz Euler Paulo de Moura Jansen, com 144 votos;
5º Membro: Juiz Edivan Rodrigues Alexandre, com 143 votos;
Para membros suplentes do Conselho Deliberativo da entidade, foram eleitos os seguintes candidatos:
1º Suplente: Juíza Maria Coeli Nobre da Silva, com 141 votos;
2º Suplente: Juiz Alexandre José Gonçalves Trineto, com 144 votos;
3º Suplente: Juiz Falkandre de Souza Queiroz, com 140 votos;
4º Suplente: Juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues, com 141 votos;
5º Suplente: Juiz Geraldo Paulino da Costa, com 142 votos;
Para membros do Conselho Fiscal da entidade, foram eleitos os seguintes candidatos:
1º Membro: Juiz Manoel Maria Antunes de Melo, com 144 votos;
2º Membro: Juiz Edhailton Medeiros Silva, com 146 votos;
3º Membro: Juíza Anna Maria do Socorro H. L. Felinto, com 141 votos;
Para membros suplentes do Conselho Fiscal da entidade, foram eleitos os seguintes candidatos:
1º Suplente: Juíza Andréa Almeida Dantas, com 141 votos;
2º Suplente: Juiz Marcial Henrique Ferraz da Cruz, com 144 votos;
3º Suplente: Juiz Alberto Quaresma, com 142 votos;