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Mensalão: auditoria liga Câmara Legislativa do DF a Marcos Valério

Mensalão: auditoria liga Câmara Legislativa do DF a Marcos Valério

Uma auditoria realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) levanta suspeitas de que também ali ocorreu um esquema de fraudes semelhante ao mensalão e também envolvendo a SMP&B e o empresário Marcos Valério (foto). De acordo com reportagem de Hugo Marques, publicada na revista IstoÉ desta semana, a auditoria, concluída em outubro de 2006, mostrou que a SMP&B Comunicação participou de uma licitação fraudulenta no órgão e deu enormes prejuízos aos cofres públicos.

Uma auditoria realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) levanta suspeitas de que também ali ocorreu um esquema de fraudes semelhante ao mensalão e também envolvendo a SMP&B e o empresário Marcos Valério (foto). De acordo com reportagem de Hugo Marques, publicada na revista IstoÉ desta semana, a auditoria, concluída em outubro de 2006, mostrou que a SMP&B Comunicação participou de uma licitação fraudulenta no órgão e deu enormes prejuízos aos cofres públicos.

Entre os problemas encontrados pelos auditores estão as notas ficais de 120 painéis de divulgação solicitados em agosto e setembro de 2005. Nas duas ocasiões, os auditores só conseguiram comprovar a confecção de metade dos painéis pagos. “Considerando a não comprovação da divulgação dos 120 painéis, a contratada deve devolver aos cofres públicos os valores recebidos indevidamente, correspondente a 50% dos valores pagos”, dizem os auditores.

A empresa de Valério também não apresentou o resultado final de uma pesquisa a qual tinha sido contratada para fazer. De acordo com a reportagem, somente com os serviços prestados à CLDF e ao Governo do Distrito Federal (GDF), a empresa de Marcos Valério recebeu R$ 73 milhões. A CPI dos Correios também descobriu que o empresário havia movimentado R$ 100 milhões no Banco de Brasília (BRB), cujos diretores são investigados por fraude.

A reportagem chama a atenção para o fato da Câmara Legislativa não ter aberto uma CPI para investigar o caso e ter ignorado o resultado da auditoria. Além disso, a revista alega:

“ O então chefe da assessoria de fiscalização e controle da Câmara, José Roberto Cardoso, enviou à secretaria-geral do órgão, em janeiro último, um ofício alertando que foram encontradas irregularidades em todas as auditorias patrimoniais, contábeis e financeiras realizadas entre 1998 e 2005 e foram apresentadas sugestões que não foram consideradas pelas instâncias competentes dentro do órgão. Após a redação do ofício, Cardoso foi demitido pelo presidente da Câmara, o deputado distrital Alírio Neto, do PPS. O parlamentar negou que a demissão de Cardoso esteja ligada à investigação do valerioduto. ‘Ele tem transtorno bipolar’, diz Alírio. ‘Eu suspendi toda a propaganda da Casa quando assumi, em janeiro’”.

À revista, Alírio Neto também disse que o Ministério Público foi avisado sobre as irregularidades na área de propaganda.

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