O México se torna nesta sexta-feira o centésimo país a ratificar o tratado de 1998, que criou o Tribunal Penal Internacional (TPI), primeira corte internacional permanente destinada a julgar pessoas por crimes hediondos.
A ONU anunciou que o embaixador mexicano na entidade, Juan Manuel Gómez Roble, e o assessor jurídico da chancelaria Joel Hernández depositarão os documentos aprovados pelo governo e pelo Parlamento.
O TPI foi criado para processar indivíduos acusados de genocídio, crimes de guerra e crimes contra a Humanidade. É a tardia concretização de uma promessa do tribunal de Nuremberg, que julgou líderes nazistas após a Segunda Guerra Mundial.
O tribunal precisava de pelo menos 60 ratificações nacionais para entrar em vigor, o que ocorreu em abril de 2002. A 99ª ratificação, da República Dominicana, ocorrera em maio.
O tribunal funciona efetivamente em Haia, Holanda, desde meados de 2003. Está investigando casos em Uganda, Congo, Sudão e Colômbia. Até agora, iniciou processos contra quatro líderes de um grupo rebelde ugandense.