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Ministério Público denuncia à Justiça suspeitos de fraudar vestibulares

Ministério Público denuncia à Justiça suspeitos de fraudar vestibulares

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia criminal contra nove pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que vendia vagas em universidades públicas e particulares em todo país principalmente para cursos de medicina.

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia criminal contra nove pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que vendia vagas em universidades públicas e particulares em todo país principalmente para cursos de medicina.

A Polícia Federal, na operação Vaga Certa, hoje prendeu sete dos nove suspeitos. Eles responderão pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos públicos e formação de quadrilha.

De acordo com a PF, a quadrilha cobrava R$ 25 mil para vagas em instituições particulares e R$ 70 mil por vagas em universidades públicas. Dos suspeitos, dois foram presos no Rio e cinco no Ceará.

A procuradoria já obteve o bloqueio das contas bancárias dos acusados, para assegurar o confisco do produto dos crimes.

De acordo com o delegado que coordenou a operação, Robson Papini Mota, foram presos quatro universitários, entre 21 e 22 anos, que atuavam como “pilotos” –que faziam as provas dos vestibulares e nas transferências no lugar dos candidatos verdadeiros. Eles recebiam R$ 6.000 por cada aprovação.

Os universitários suspeitos Mariza Bandeira de Araújo, Aline Saraiva Martins, Pedro Hugo Bezerra Maia Filho, Francisco do Nascimento Moura Neto, foram presos no Ceará. Um outro estudante, Jairo Pinto da Fonseca, deve se entregar hoje, segundo o delegado.

No Rio de Janeiro, segundo o delegado, foi detido o casal Neide Cedaro, 50, e Anélio Cedaro, 60, suspeitos de serem os responsáveis por ligarem para os candidatos e oferecerem a vaga. O casal também pode responder por sonegação fiscal, já que compraram um apartamento na Tijuca (zona norte) com o dinheiro dos golpes, segundo o delegado.

Segundo Mota, o chefe da quadrilha seria um universitário Olavo Vieira de Macedo, que não foi preso. A mãe do suspeito, Maria de Fátima Vieira de Macedo, 51, comandava o grupo ao lado do filho e também foi presa na manhã de hoje.

Os principais alvos da quadrilha eram cursos e medicina e odontologia de instituições do Rio. Entre as que sofreram fraudes estão quatro –a Gama Filho, a de Valença, a de Petrópolis e a de Parati– cujos vestibulares são elaborados pela Fundação Cesgranrio. Houve problemas também na Universidade Federal Fluminense, de Niterói, e na universidade de Vassouras.

De acordo com a PF, ao menos 30 alunos foram beneficiados pelas fraudes. Todos devem perder suas vagas.

As investigações começaram por iniciativa do Ministério Público Federal, com interceptações telefônicas e incluíram quebras de sigilo bancário e fiscal.

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