seu conteúdo no nosso portal

Ministro acusa ex-presidente do STF de tráfico de influência

Ministro acusa ex-presidente do STF de tráfico de influência

Os ânimos estavam acirrados na sessão de quinta-feira do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Joaquim Barbosa (foto) acusou o ex-presidente do STF Maurício Corrêa, hoje advogado, de tráfico de influência num processo de desapropriação de fazenda no Paraná, cuja indenização pode chegar a R$ 100 milhões. Corrêa não estava presente na sessão. Numa discussão sobre a ação, Joaquim Barbosa afirmou que Corrêa 'tomou liberdade para ligar insistentemente pedindo urgência no caso'. E pediu apuração: 'Esse tribunal precisa tomar sérias medidas em relação a esse tipo de tráfico de influência'.

Os ânimos estavam acirrados na sessão de quinta-feira do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Joaquim Barbosa (foto) acusou o ex-presidente do STF Maurício Corrêa, hoje advogado, de tráfico de influência num processo de desapropriação de fazenda no Paraná, cuja indenização pode chegar a R$ 100 milhões. Corrêa não estava presente na sessão. Numa discussão sobre a ação, Joaquim Barbosa afirmou que Corrêa “tomou liberdade para ligar insistentemente pedindo urgência no caso”. E pediu apuração: “Esse tribunal precisa tomar sérias medidas em relação a esse tipo de tráfico de influência”.

Menos de uma hora depois, Corrêa foi à Corte para rebater as afirmações de Barbosa. Apresentou uma procuração de advogado do caso e admitiu que ligou uma vez para o ministro para perguntar quando ele apresentaria o processo para julgamento. “Achei que foi uma descortesia, uma irresponsabilidade de um ministro que ficou com os autos bastante tempo”, acusou Barbosa. Corrêa afirmou que vai entrar com uma representação contra o ministro no STF, no Ministério Público ou na OAB.

Corrêa saiu do Supremo em maio de 2004, antes da reforma do Judiciário — em dezembro do mesmo ano. Por isso, segundo ele, não haveria restrição para advogar no STF, já que não precisaria cumprir a quarentena de três anos aprovada pela lei. “Tem quase três anos que eu saí daqui, acho que já posso advogar. Ninguém tem nada a ver com a minha vida particular, muito menos o senhor Joaquim Barbosa.”

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico