O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Carlos Ayres Britto (foto), negou neste domingo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha cometido crime eleitoral ao votar acompanhado pelo neto adolescente. Lula votou na manhã de hoje na Escola Estadual João Firmino, em São Bernardo do Campo, tendo ao seu lado um dos netos, que digitou o número ditado pelo avô.
"Teoricamente não é crime", afirmou Ayres Britto, ao ser questionado sobre a presença de menores no local de votação e o fato de alguns de eles digitarem na urna eletrônica. "Um menor de idade pode acompanhar o eleitor, inclusive teclar. Dizem que no interior do país fica mais fácil para um garoto se familiarizar com aqueles números do que o próprio eleitor", disse o ministro.
Sem mencionar o caso específico de Lula, Ayres Britto ressaltou que há pontos favoráveis e contrários à presença de crianças e adolescentes no local de votação destinado aos eleitores, portanto, adultos.
"Há prós e contras. Há quem diga que levar criança para a cabine possa significar mais uma divulgação do seu próprio nome. Mas há quem diga que é bom que a criança compareça porque antecipa seu espírito cívico e antecipa a criança com o ambiente eleitoral", afirmou o ministro.
O presidente do TSE evitou polemizar em torno do assunto. "Para mim é coisa boa, estimula o voto, possibilita a troca de idéias", disse ele.
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