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Ministro Vidigal sugere que juízes tenham apenas uma conta-corrente para evitar ação do crime organizado

Ministro Vidigal sugere que juízes tenham apenas uma conta-corrente para evitar ação do crime organizado

Diante da onda de tentativas de desmoralização dos membros do Poder Judiciário e do Ministério Público, que pode incluir até mesmo depósitos indevidos nas contas dos juízes com o objetivo de incriminá-los, o presidente do Conselho da Justiça Federal (CJF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal (foto), sugere que os juízes reduzam a um só o número de suas contas-correntes. "Estou encaminhando ofício a cada um dos ministros do STJ sugerindo que reduzam, no máximo possível, o número de contas-correntes em bancos e oficiem aos gerentes quais as pessoas autorizadas a fazer movimentações em seu nome, a fim de evitar a ação de organizações criminosas", anunciou o ministro.

Diante da onda de tentativas de desmoralização dos membros do Poder Judiciário e do Ministério Público, que pode incluir até mesmo depósitos indevidos nas contas dos juízes com o objetivo de incriminá-los, o presidente do Conselho da Justiça Federal (CJF) e do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, sugere que os juízes reduzam a um só o número de suas contas-correntes. “Estou encaminhando ofício a cada um dos ministros do STJ sugerindo que reduzam, no máximo possível, o número de contas-correntes em bancos e oficiem aos gerentes quais as pessoas autorizadas a fazer movimentações em seu nome, a fim de evitar a ação de organizações criminosas”, anunciou o ministro.

Ao encerrar a sessão do CJF, o ministro Vidigal agradeceu o apoio do presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), juiz federal Jorge Maurique, que sugeriu ao Conselho divulgar moção de solidariedade ao presidente do CJF em relação a “denúncias infundadas” a seu respeito, veiculadas pela revista Veja. A moção foi aprovada por aclamação pelo colegiado do CJF, que se reuniu no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, no Rio de Janeiro (RJ).

“Estamos atravessando momento muito grave de desmoralização do Judiciário”, alertou o presidente do CJF e do STJ. Segundo ele, operações da Polícia Federal têm interceptado conversas entre bandidos nas quais eles mencionam o nome de magistrados apenas para desmoralizá-los. As denúncias veiculadas pela revista Veja se baseiam em conversas gravadas pela polícia, envolvendo o nome do ministro Vidigal. “Todas as coincidências começaram a partir de uma decisão que proferi no STJ, que contrariava interesses do setor de telefonia”, diz o ministro. Após essa decisão, conta o ministro, “fui avisado por uma grande autoridade da República de que essas coisas aconteceriam, de que estavam tramando contra mim”.

“Partiram da presunção da culpa, não checaram os dados, que eram falsos”, argumenta o presidente Vidigal. Ao término da sessão do CJF, ele sugeriu aos presidentes dos TRFs que também adotem essa providência de recomendar aos juízes federais a redução de suas contas-correntes.

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