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MPF/AM recomenda conclusão de obra inacabada em hospital

MPF/AM recomenda conclusão de obra inacabada em hospital

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) enviou recomendação à empresa Concreta Engenharia e Construções Ltda. e ao Grupo Catuçaua para que concluam a obra da Central Pública de Manipulação de Produtos Estéreis do Amazonas e entreguem-na em condições de ser validada e liberada ao atendimento dos pacientes do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) enviou recomendação à empresa Concreta Engenharia e Construções Ltda. e ao Grupo Catuçaua para que concluam a obra da Central Pública de Manipulação de Produtos Estéreis do Amazonas e entreguem-na em condições de ser validada e liberada ao atendimento dos pacientes do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV). De acordo com a recomendação, a entrega seria ontem, 28 de julho, mas o prazo foi prorrogado em decorrência de pequenos estragos causados no telhado do hospital pela chuva que caiu em Manaus na madrugada do último dia 25.

A construção da Central de Manipulação de Produtos Estéreis no HUGV teve início em julho de 2006, a partir de um convênio firmado entre o Grupo Catuçaua e o Conselho de Desenvolvimento Humano (CDH), por meio de recursos do Fundo de Desenvolvimento Humano. Os recursos foram repassados ainda em junho do mesmo ano e a obra deveria ter sido entregue em dezembro de 2006, o que não ocorreu.

O diretor do HUGV, Raymison Monteiro de Souza, representou ao MPF/AM contra a demora na entrega da obra. Por se tratar de direito à saúde, a Procuradoria da República no Amazonas (PR/AM) interveio no caso, pedindo esclarecimentos e enviando uma recomendação aos órgãos e entidades envolvidas.

“A recomendação expedida pelo Ministério Público Federal visa, dentro de um cronograma responsável e de acordo com as regras da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ABNT, a finalização da obra e sua validação, tornando-a apta a servir à população carente do Amazonas”, destacou a procuradora da República Raquel Silvestre.

Demanda – A Central de Manipulação de Produtos Estéreis, também chamada pelos farmacêuticos de “Sala Limpa” por conta de suas características, será a primeira do Amazonas a fornecer alimentação parenteral aos hospitais da rede pública de saúde do Amazonas. A sala também vai abrigar os equipamentos para manipulação de medicamentos antineoplásicos, administrados a pacientes com câncer, antimicrobianos em dose unitária e ainda formulações para pediatria.

Segundo a farmacêutica-bioquímica Marcélia Célia Couteiro Lopes, uma das responsáveis pela área de manipulação do HUGV, a demanda por esses medicamentos e especialmente pela nutrição parenteral no estado é grande. Nos hospitais públicos do Amazonas existem farmacêuticos, mas não há áreas de manipulação equipadas para realizar esses procedimentos. “Quem ganha com essa sala é a saúde do nosso estado”, ressaltou.

Marcélia explicou que a nutrição parenteral é destinada aos pacientes que não podem ser alimentados por via oral ou que necessitam de quantidades maiores de determinada substância. Nesses casos, o paciente recebe os nutrientes pela veia, dosados de acordo com a necessidade de cada caso.

Cerca de oito pessoas devem trabalhar diretamente com a manipulação de alimento parenteral. Ao todo serão aproximadamente 20 profissionais atuando na Central de Manipulação de Produtos Estéreis.

Além dos benefícios aos pacientes, a inauguração da sala também será uma conquista para os alunos do curso de farmácia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Os alunos poderão ver na prática como funcionam esses procedimentos e, com isso, melhorar também a formação da nova geração dos profissionais de farmácia da Ufam.

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