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MPT vai investigar trabalho nas empresas aéreas

MPT vai investigar trabalho nas empresas aéreas

O Ministério Público do Trabalho anunciou a criação de uma força-tarefa para aprofundar as investigações sobre as condições de trabalho dos funcionários de companhias aéreas. Um levantamento do MPT, envolvendo procedimentos abertos nas 24 Procuradorias Regionais do Trabalho, apontou a existência de mais de uma centena de denúncias em fase de investigação em 19 estados.

O Ministério Público do Trabalho anunciou a criação de uma força-tarefa para aprofundar as investigações sobre as condições de trabalho dos funcionários de companhias aéreas. Um levantamento do MPT, envolvendo procedimentos abertos nas 24 Procuradorias Regionais do Trabalho, apontou a existência de mais de uma centena de denúncias em fase de investigação em 19 estados.

Excesso de jornada, assédio moral e terceirizações ilícitas estão entre as principais reclamações apresentadas ao MPT. A radiografia inicial das denúncias servirá de base para o trabalho da força-tarefa, que reunirá procuradores de três coordenadorias nacionais do Ministério Público do Trabalho: Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente de Trabalho, Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade e Combate à Discriminação no Trabalho e a Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho.

Os nomes dos procuradores escolhidos para a força-tarefa foram oficialmente anunciados hoje pela procuradora-geral do trabalho, Sandra Lia Simon. A força-tarefa reunirá Procuradores de três coordenadorias nacionais do Ministério Público do Trabalho (MPT): a Coordenadoria Nacional de Defesa do Meio Ambiente de Trabalho (CODEMAT), a Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade e Combate à Discriminação no Trabalho (CORDIGUALDADE) e a Coordenadoria Nacional de Combate às Fraudes nas Relações de Trabalho (CONAFRET).

Para o presidente da Anamatra, Cláudio José Montesso, a iniciativa é extremamente importante, já que pouca atenção tem sido dada às condições de trabalho dos funcionários das companhias aéreas, certamente vítimas da crise no setor. “Os trabalhadores têm sofrido com a crise e com as condições de trabalho oferecidas pelas empresas. Temos de lembrar que são justamente os trabalhadores que recebem de imediato a insatisfação dos passageiros, sem que muitas vezes tenham responsabilidade pelos fatos”, afirma.

Segundo Montesso, as agressões dirigidas aos funcionários têm na realidade como destinatários as empresas aéreas e autoridades governamentais. “A conseqüência direta disso é negativa para o empregado, criando um ambiente de tensão profissional, prejuízos à saúde e à auto-estima”, enfatiza o presidente.

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