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Mulheres à venda : Polícia Federal descobre tráfico em Goiás

Mulheres à venda : Polícia Federal descobre tráfico em Goiás

A Polícia Federal iniciou, ontem, as operações Castela e Madri para prender integrantes de quadrilhas especializadas em tráfico demulheres para fins de exploração sexual. As vítimas eram aliciadas em Goiás e levadas para a Espanha, onde eram exploradas. O número de presos por aliciamento chega a 21.

A Polícia Federal iniciou, ontem, as operações Castela e Madri para prender integrantes de quadrilhas especializadas em tráfico demulheres para fins de exploração sexual. As vítimas eram aliciadas em Goiás e levadas para a Espanha, onde eram exploradas. O número de presos por aliciamento chega a 21.

As investigações começaram em janeiro do ano passado, quando foram instaurados dois inquéritos para apurar esquemas de tráfico de mulheres. De acordo com informações da Assessoria de Imprensa da Superintendência da Polícia Federal em Goiás, estão sendo cumpridosmandados de prisão nas cidades de Goiânia, Minaçu e Jussara.

Nessas localidades, também estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências dos acusados e agências de viagens ligados ao esquema. Participam das operações 47 agentes. Também foram articuladas ações policiais na Espanha. Na região de Ourence, o alvo foi um estabelecimento conhecido como Clube Las Ninfas e, em Leon, o Clube M2. O tráfico de mulheres para fins de exploração sexual é crime previsto nos artigos 231 e 288 do Código Penal Brasileiro. As penas variam de três a doze anos de reclusão, além de multa.

Setenta mil brasileiras trabalham como prostitutas na América do Sul e em países como Espanha e Japão. A maioria delas é vítima de tráfico de seres humanos.

Os dados fazem partedo relatório Situação da População Mundial 2006, divulgado ontem pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Este ano, a publicação trata principalmente do tema mulheres e migração internacional.

O tráfico de seres humanos movimenta, mundialmente, entre US$ 17 bilhões e R$ 18 bilhões por ano, aponta o relatório. É a terceira atividade ilícita mais lucrativa, perdendo apenas para o tráfico de drogas e de armas.

Fronteiras

Em todo o mundo, o número de vítimas, entre homens e mulheres chega a 2,45 milhões. Desse total, 80% são mulheres e meninas. Entre 600 mil e 800 mil, são pessoas traficadas por fronteiras internacionais.

A representante do UNFPA no Brasil, Tania Cooper Patriota, elogiou a iniciativa do governo de elaborar a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas. Segundo ela, a Organização das Nações Unidas (ONU) apóia a medida.

Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas

A vantagem que a Política Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas teria é a maior atenção à prevenção do tráfico e a sanções contra as pessoas envolvidas. Ela tem várias dimensões, e uma delas também é a visibilidade maior desses problemas e a sensibilização das comunidades em relação ao assunto.

Um dos problemas que vítimas de tráfico humano enfrentam é o fato de, muitas vezes, os aliciadores apreenderem os documentos das mulheres. Isso as deixa sem ter como fugir e sem poder se identificar quando estão tentando fugir.

Por isso, acrescenta Patriota, é importante que os países de destino ofereçam serviços de assistência a essas vítimas, e que elas recebam informações sobre onde podem buscar abrigo e ajuda até serem repatriadas.

Outra dificuldade é que, no caso das trabalhadoras domésticas as migrantes não são protegidas por leis trabalhistas. De acordo com o relatório, apenas 19 países têm leis em vigor que protegem essas trabalhadoras.

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