A audiência de acusação contra o travesti André Luiz Ribeiro Albertini, conhecido como Andréia Albertini, denunciado pelo Ministério Público por extorsão ao jogador de futebol Ronaldinho Fenômeno, marcada para esta sexta-feira (8), foi adiada. Das sete testemunhas, apenas três compareceram à 23ª. Vara Criminal, no Tribunal de Jusitça do Rio, no Centro da cidade.
Acompanhado do advogado Eduardo Sweich, o travesti diz estar tranqüilo porque sabe que a verdade prevalecerá. A audiência de acusação foi remarcada pela juíza Marta de Oliveira Marins para o dia 19 de agosto, às 14h.
“Se a justiça brasileira usasse o polígrafo ou fizesse um exame anti-doping ia saber na hora quem está mentindo. Fui pressionada e ameaçada até mudar meu depoimento. Fui totalmente coagida”, disse Andréia, que usando terninho preto, blusa vermelha e salto alto, disse estar se recuperando das reviravoltas em sua vida.
Aprendendo italiano
Andréia, que prestou depoimento na 23ª. Vara Criminal no dia 27 de junho, contou que voltou a estudar. Está terminando o terceiro ano do ensino médio, fazendo um curso de teatro, aprendendo italiano e vai participar da parada gay em Rio das Ostras, Região dos Lagos fluminense.
“No começo essa história me prejudicou muito. Mas, agora, as pessoas já estão vendo travestis com outros olhos. Tem mãe que me pára na rua para fazer foto com o filho. Costumo dizer que esse foi o calote que rendeu frutos” comentou a vaidosa Andréia, que antes de posar para foto, na porta da 23ª Vara Criminal, fez questão de ajeitar o decote e conferir a postura.
Depois de informada sobre o adiamento do sumário de culpa, Andréia saiu descontraída comentando com seu advogado o mau humor das testemunhas de acusação – funcionários do motel onde o travesti foi com o jogador. E se despediu:
“Por favor, não esquece de avisar que estou aceitando convites para eventos. Ah, quando quiser podem me ligar e passar lá em casa”, disse Andréia, acrescentando que voltou a morar no Rio.