O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (foto) (PT-SP), mandou avisar que a Casa está livre do nepotismo entre os cerca de 10 mil funcionários comissionados lotados nos gabinetes dos deputados. Mas desde a súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibiu a contratação de parentes no serviço público, a Câmara se recusa a divulgar, pelo menos, o número de familiares demitidos.
Chinaglia também prometeu colaborar com as investigações do Ministério Público Federal oferecendo um banco de dados com as fichas dos funcionários comissionados. Ele tem 10 dias para fornecer os dados ao MP. O petista disse que a varredura do MP dará “tranqüilidade à sociedade e à Câmara”. Segundo ele, a Casa faz uma revisão do quadro funcional quase todos os dias e não encontrou mais nenhum caso de nepotismo.
A Câmara está na berlinda depois de o Senado tomar a dianteira na solução da crise gerada com a decisão do STF. Chinaglia transferiu a responsabilidade das demissões para os colegas deputados, determinou à direção-geral que acompanhe o desdobramento dos casos, mas negou-se a fazer varreduras ou centralizar as exonerações, como foi feito no Senado, a pedido do presidente Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Os casos de parentes demitidos na Câmara acabaram sendo pontuais.
O Senado deu como encerradas as exonerações de parentes e também se declarou livre do nepotismo. Mas ontem enquanto a Casa comemorava o resultado das 86 demissões, a funcionária Taciana Pradines Coelho entrou no Supremo para evitar a exoneração. Ela é irmã da chefe de gabinete do senador Mário Couto (PSDB-PA) e trabalha para Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
A Justiça do Direito Online