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Nova denúncia complica a situação do ministro Romero Jucá

Nova denúncia complica a situação do ministro Romero Jucá

A situação do ministro da Previdência, Romero Jucá (PMDB) (foto) , bombardeado por denúncias desde que assumiu a pasta, pode se complicar. Investigação do Ministério Público de Roraima, revelada pela revista “Época”, sobre um contrato entre a Prefeitura de Boa Vista, na gestão de Teresa Jucá, mulher do ministro, e a Cooperativa Roraimense de Serviços mostra que funcionários contratados para prestar serviços ao município teriam sido usados como cabos eleitorais da campanha de Jucá para senador.

A situação do ministro da Previdência, Romero Jucá (PMDB), bombardeado por denúncias desde que assumiu a pasta, pode se complicar. Investigação do Ministério Público de Roraima, revelada pela revista “Época”, sobre um contrato entre a Prefeitura de Boa Vista, na gestão de Teresa Jucá, mulher do ministro, e a Cooperativa Roraimense de Serviços mostra que funcionários contratados para prestar serviços ao município teriam sido usados como cabos eleitorais da campanha de Jucá para senador.

Segundo a investigação, a cooperativa recebia por mês da prefeitura R$ 1,9 milhão para pagar funcionários terceirizados. Nos três meses antes da eleição de 2002, o valor subiu para R$ 2,7 milhões. O Ministério Público, segundo a “Época”, ouviu funcionários da cooperativa que contaram ter trabalhado na campanha de Jucá como Lucimeire Dominici Pereira. Ela disse que depois de julho de 2002 parou de trabalhar na Secretaria de Gestão Participativa para trabalhar na campanha de Jucá e que todo o pessoal contratado pela cooperativa lotado no departamento fez o mesmo e continuou recebendo o salário normalmente. Ainda segundo ela, a secretária coordenava a campanha do ministro.

O procurador-geral de Justiça de Roraima, Edson Damas, pediu ao Tribunal de Contas do Estado uma tomada de contas para apurar irregularidades no contrato entre a prefeitura e a cooperativa.

Jucá nega ter usado funcionários na campanha

Por meio da Assessoria de Imprensa do ministério, Jucá negou ter usado funcionários da prefeitura como cabos eleitorais em 2002. Amanhã ele deve prestar informações ao procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, sobre o empréstimo feito pelo Banco da Amazônia (Basa) à Frangonorte, empresa que pertenceu a Jucá. O Ministério Público Federal investiga suspeitas de irregularidades no negócio.

O chefe do Gabinete Civil, José Dirceu, disse que Jucá está prestando contas ao Ministério Público e à sociedade e tem a confiança do presidente. Segundo disse, o governo sabia do caso do Basa:

— Ou adotamos que todos são inocentes até que se prove o contrário ou mudamos a Constituição e todos passam a ser culpados até que se prove o contrário. O governo não pode tomar decisões com base em denúncias e investigações.

Já o presidente do PT, José Genoino, disse que é muito importante a aliança do governo com o PMDB:

— Nosso governo tem sido transparente no combate à corrupção. Queremos a aliança com o PMDB e acreditamos que o ministro vai dar todas as informações necessárias.

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