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Nova Previdência do servidor pode ser votada este mês no Congresso

Nova Previdência do servidor pode ser votada este mês no Congresso

Depois de ter aplicado os principais pontos da Reforma da Previdência, o Governo agora está empenhado em aprovar o projeto de lei que cria a previdência complementar dos servidores públicos. O texto final da proposta está sendo analisado pela Casa Civil e pelo Ministério do Planejamento, mas a expectativa é que chegue ao Congresso para votação este mês.

Depois de ter aplicado os principais pontos da Reforma da Previdência, o Governo agora está empenhado em aprovar o projeto de lei que cria a previdência complementar dos servidores públicos. O texto final da proposta está sendo analisado pela Casa Civil e pelo Ministério do Planejamento, mas a expectativa é que chegue ao Congresso para votação este mês.

O ministro da Previdência, Amir Lando, responsável pela elaboração do projeto, antecipa que o fundo complementar será opcional e virá agregado ao benefício que será pago com base na tabela do INSS. “A previdência complementar é um programa de valorização de recursos humanos para dar dignidade às pessoas e um ganho relativo à época em que trabalhavam”, afirmou o ministro.

A proposta ainda não foi apresentada oficialmente, mas o Ministério da Previdência esclarece alguns pontos do futuro plano de previdência complementar. O projeto foi elaborado com base nas regras já existentes nas Leis Complementares 109 e 108, e define que a gestão dos fundos terá representantes do Governo e dos servidores. Isso, no entanto, não descarta a contratação de empresas privadas já especializadas em oferecer o produto. A gerência do fundo é que terá que ser acompanhada pelo serviço público. Um dos autores do projeto, Adacir Reis, secretário de Previdência Complementar, revelou: “A proposta inova o menos possível”.

A criação dos fundos, porém, não deverá ser adotada por todos. O ex-presidente do Rioprevidência, Flávio Martins, hoje coordenador do programa de estudos em Seguridade Social da Uerj, esclarece. “A médio e longo prazos o fundo complementar é um bom negócio, mas, de imediato, essa inovação pode ser muito cara para um estado ou município”. Com o novo sistema, a contribuição do servidor diminui – não será mais de 11% sobre o total do vencimento, mas só até o teto do INSS, que hoje é de R$ 2.508,72 – e o Governo terá de pagar a contrapartida para o fundo complementar.

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