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O ‘general’ da fraude do TCU: Propina seria de R$ 100 mil

O ‘general’ da fraude do TCU: Propina seria de R$ 100 mil

PF descobre que secretário-geral de Administração era quem intermediava negociações e pediu propina para favorecer empresas. A Polícia Federal descobriu quem intermediava as negociações para formação de cartel de empresas de segurança, esquema estourado quinta-feira no Tribunal de Contas da União (TCU) e que conta com a participação de várias firmas do setor e de pelo menos quatro altos funcionários do TCU.

PF descobre que secretário-geral de Administração era quem intermediava negociações e pediu propina para favorecer empresas. A Polícia Federal descobriu quem intermediava as negociações para formação de cartel de empresas de segurança, esquema estourado quinta-feira no Tribunal de Contas da União (TCU) e que conta com a participação de várias firmas do setor e de pelo menos quatro altos funcionários do TCU.

Segundo a PF, o empresário Robério Bandeira de Negreiros, dono da Brasfort, negociava com Antônio José Ferreira da Trindade, secretário-geral de Administração do TCU, os termos dos editais de licitação e acertava preços antes do anúncio do processo licitatório. Com isso, a quadrilha dirigia licitações para empresas envolvidas no esquema. Em gravações da PF, que mostram negociações para fraudar as licitações, Trindade aparece pedindo propina e é chamado de “general” e “meu patrão” por empresários.

Propina de R$ 100 mil para construção de casa

A gravação de conversas telefônicas, autorizadas pela Justiça, mostra Trindade pedindo propina aos donos das empresas de segurança para a construção de uma casa em uma área nobre de Brasília. Em outra gravação, Robério o chama de “meu patrão” e fala sobre uma arrecadação de R$ 100 mil para pagar os “cabras”.

Segundo a investigação, 10 empresas teriam se juntado para pagar propina de R$ 100 mil. Em troca do suborno, os funcionários do TCU fizeram um parecer recomendando que o Tribunal permitisse que as empresas pudessem reajustar os contratos diversas vezes antes do prazo legal de um ano.

Além de Trindade, foram presos outros três funcionários graduados do TCU e seis empresários do setor de segurança privada e de contratação de funcionários terceirizados.

Dirigente de empresa de ministro é flagrado

Batizada de Sentinela, a operação investiga também a Confederal, empresa de vigilância que tem como sócio o ministro das Comunicações, Eunício Oliveira (PMDB). Ênio Brião Bragança, dirigente da Confederal, foi preso. Em outra gravação, o dono da Brasfort orientou Ênio para que a Confederal apresentasse valores superiores em licitação para que a Brasfort apresentasse preços melhores e vencesse a compra. A Brasfort chegou a ganhar dois contratos do TCU.

Eunício Oliveira reafirmou ontem que está afastado da Confederal e que não tem conhecimento das ações dos funcionários da empresa.

Segundo a PF, as investigações concluíram que o grupo fraudava licitações no TCU e exercia tráfico de influência para obter pareceres favoráveis a empresas prestadoras de serviço à administração pública. Além da empresa do ministro Eunício Oliveira e da Brasfort, são investigadas a Reman Segurança, a Montana e a Sitra, todas de Brasília.

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