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OAB: Caso BB pode ser “ato insustentável” do governo

OAB: Caso BB pode ser “ato insustentável” do governo

Se confirmadas as informações dadas ontem pelo relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), de que o Banco do Brasil direcionou R$ 10 milhões para o caixa dois do PT por intermédio da agência DNA, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, será um "ato insustentável do governo" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Se confirmadas as informações dadas ontem pelo relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), de que o Banco do Brasil direcionou R$ 10 milhões para o caixa dois do PT por intermédio da agência DNA, do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, será um “ato insustentável do governo” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A opinião é do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Roberto Antônio Busato. “As informações trazidas pelo deputado Serraglio são de alta gravidade pois, se comprovadas, saberemos a origem dos recursos, vindos do governo e de verbas públicas, e o destino, ao partido de sustentação do governo. Será um ato insustentável do governo”, disse Busato.

Ele admite a possibilidade de a OAB ingressar com um pedido de impeachment contra o presidente da República, “dependendo da extensão dos fatos e do envolvimento das pessoas”. “É preciso aprofundar as investigações para sabermos a extensão dos fatos. Havendo comprovação, qualquer conseqüência é possível”, declarou.

Na visão dele, o presidente da República, se tivesse tomado conhecimento prévio dos fatos, pode ter cometido crime de responsabilidade ao se omitir. “Até o momento, o presidente mostrou total falta de transparência para informar até que ponto teria ciência dos fatos”, salientou.

O presidente da Ordem admitiu que, internamente, em pelo menos dois momentos durante a crise política, os dirigentes da entidade discutiram a possibilidade de ingressar com o pedido de impeachment de Lula. “Naquele momento, julgamos inoportuno um pedido de impedimento. Impeachment é algo muito duro, muito amargo, e a Ordem terá responsabilidade em analisar a fundo este processo, analisar a profundidade das investigações e a comprovação dos fatos para, só depois, pensar nesta iniciativa”, explicou.

Para Busato, cabe neste momento às CPIs, ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal comprovarem a eventual participação de funcionários públicos no sistema de repasse de verbas de empresas federais para o caixa dois do PT e outros partidos.

“É o caso de se investigar, por exemplo, o senhor Henrique Pizzolato (então diretor de Marketing do BB em 2004, época da operação supostamente fraudulenta), um homem próximo ao Partido dos Trabalhadores. É preciso saber a extensão, a profundidade do envolvimento das pessoas, caso os fatos sejam confirmados”, recomendou.

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