A família do advogado Virgílio de Oliveira Medina, preso na Operação Furacão da Polícia Federal, negou a participação dele na máfia que explora jogos de azar nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia. O advogado, preso junto com outros 24 suspeitos de pertencerem ao esquema, é irmão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STF), o mineiro Paulo Medina, de Rochedo de Minas.
Conforme a PF, o ministro concedeu, no segundo semestre de 2006, liminar liberando 900 caça-níqueis apreendidas na Operação Vegas 2, também da PF, em abril do mesmo ano, com ordem de um juiz federal. Na véspera da concessão da liminar por Medina, grampo feito pela PF captou uma conversa do advogado representante dos bingos, Sérgio Luzio Marques de Araújo, também preso com Virgílio Medina. Na gravação, o irmão do ministro aparece negociando a concessão da liminar em troca de dinheiro.
A mulher do irmão do ministro, Bernadete Medina, localizada na tarde de ontem, em seu apartamento, em um condomínio no Bairro de São Conrado, região nobre do Rio de Janeiro, negou o envolvimento do marido. Bastante irritada, Bernadete limitou-se apenas a descartar que o marido faça parte da máfia que explora os jogos de azar. «Ele não tem envolvimento nisso», afirma Bernadete, que se recusa a falar mais sobre o assunto.