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Operação Navalha: investigação às portas do Congresso

Operação Navalha: investigação às portas do Congresso

A Polícia Federal trabalha com a hipótese de remeter as investigações da Operação Navalha para o Supremo Tribunal Federal (STF). Motivo: nas informações que constam em documentos apreendidos pelos investigadores no endereço comercial da construtora Gautama, em Salvador, há nomes de parlamentares. Caso sejam encontrados indícios de envolvimento dessas autoridades com o esquema de corrupção, o inquérito terá de ser enviado ao STF.

A Polícia Federal trabalha com a hipótese de remeter as investigações da Operação Navalha para o Supremo Tribunal Federal (STF). Motivo: nas informações que constam em documentos apreendidos pelos investigadores no endereço comercial da construtora Gautama, em Salvador, há nomes de parlamentares. Caso sejam encontrados indícios de envolvimento dessas autoridades com o esquema de corrupção, o inquérito terá de ser enviado ao STF.

A Polícia Federal identificou a existência de uma lista com valores e presentes relacionados a senadores e deputados. O material foi encontrado no escritório da Gautama, localizado na rua Dr. José Peroba, bairro do Stiep, na capital baiana. A empresa de Zuleido Soares Veras tem filiais em outras capitais do país, onde também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na última quinta-feira.

Quem teve acesso aos documentos vazou ontem informação de que numa das listas consta o nome “Delcídio”, seguido das anotações “R$ 24 mil” e “aluguel de jatinho”, o que sugeriu entre investigadores se tratar do senador petista Delcídio Amaral (MS). A reportagem procurou Delcídio. O parlamentar explicou que, no início de abril, pediu a um amigo, o engenheiro Luiz Salomon, que alugasse um avião que pudesse levar a família Amaral a Barretos (SP), para o funeral do sogro do senador.

Salomon confirmou a história do petista. Disse que foi procurado por Delcídio. O engenheiro afirmou ao jornal que procurou uma companhia aérea e alugou um bimotor por R$ 24 mil, repassando à empresa aérea um cheque no valor exato da prestação de serviço para ser descontado 30 dias depois. “Perto de vencer o prazo, vi que não teria dinheiro para cobrir o cheque. Procurei, então, o Zuleido (dono da Gautama) e pedi um socorro, explicando toda a situação”, sustentou Salomon. No fim, afirmou ainda o engenheiro, a Gautama não quitou o débito e ele existe até hoje.

Pastas

A PF recolheu várias pastas na Gautama, organizadas por obras. Nelas, os investigadores constataram que havia documentos dos convênios celebrados com ministérios, estados e municípios. Foram identificadas também informações contábeis oficiais dessas empreitadas, mas também anotações que, numa primeira análise, indicam contas paralelas, o que levantou suspeitas de serem pagamento de propina. A papelada chegou a Brasília e será analisada pela área de inteligência da PF.

A Polícia Federal acusou, até agora, um governador — Jackson Lago (PDT), do Maranhão —, o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB), os prefeitos de Sinop (MT) e Camaçari (BA), além de outros servidores públicos do Executivo federal e estadual. Também foram acusados Ivo Almeida Costa, assessor do Ministério das Minas e Energia e Flávio Conceição de Oliveira Neto, ex-chefe da Casa Civil do ex-governador João Alves e atual conselheiro do Tribunal de Contas de Sergipe. Por enquanto, o caso tramita no STJ, mas, a depender da análise do material, pode mudar de endereço.

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