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Polícia acusa deputado mineiro de planejar morte de colega

Polícia acusa deputado mineiro de planejar morte de colega

Inquérito instaurado pela Polícia Civil de São Paulo apura a tentativa de homicídio contra o deputado federal Carlos Willian (PTC-MG), a mando de outro parlamentar mineiro, Mário de Oliveira (E) (PSC-MG). Um pistoleiro profissional, de apelido Alemão, de acordo com os autos, foi contratado para executar o serviço, que custaria R$ 150 mil. A peça foi remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela juíza Andréa de Abreu e Braga, do Tribunal de Júri de Osasco (SP), exatamente por envolver dois deputados federais. As divisões de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio, das superintendências de Minas e de São Paulo da Polícia Federal, investigam o caso.

Inquérito instaurado pela Polícia Civil de São Paulo apura a tentativa de homicídio contra o deputado federal Carlos Willian (PTC-MG), a mando de outro parlamentar mineiro, Mário de Oliveira (E) (PSC-MG). Um pistoleiro profissional, de apelido Alemão, de acordo com os autos, foi contratado para executar o serviço, que custaria R$ 150 mil. A peça foi remetida ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela juíza Andréa de Abreu e Braga, do Tribunal de Júri de Osasco (SP), exatamente por envolver dois deputados federais. As divisões de Repressão aos Crimes contra o Patrimônio, das superintendências de Minas e de São Paulo da Polícia Federal, investigam o caso.

Alemão esteve em Belo Horizonte várias vezes este ano, a partir de janeiro. A última tentativa ocorreria quinta-feira, na estrada que liga o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, à capital mineira, mas não deu certo, porque o deputado Carlos Willian veio para BH na comitiva do presidente Lula. Alemão recebeu R$ 75 mil adiantados para executar o serviço. Na portaria para instalação do inquérito, o delegado Marcos Rodrigues de Oliveira relata que “Alemão permaneceu em Belo Horizonte no período de janeiro a abril, quando não matou a vítima por circunstâncias alheias à sua vontade”. O delegado entendeu haver “em tese o crime de homicídio tentado”.

Em depoimento no 7º Distrito Policial de Osasco, Odair da Silva, freqüentador da Igreja Quadrangular, confessou que, a pedido de Celso Braz do Nascimento, chefe de comunicação da igreja, contratou, por R$ 150 mil, um pistoleiro para executar Carlos Willian. Mário de Oliveira é o presidente nacional da Quadrangular. Odair contou que esteve quatro vezes com o deputado, “que questionou sobre o serviço, querendo saber se ele iria mesmo fazê-lo”, conforme Termo de Declarações. O deputado foi descrito como “aparentando ter cerca de 60 anos, alto e calvo”.

Além do fato de Carlos Willian acompanhar Lula, outro fator contribuiu para a não-realização do crime. A polícia paulista apurava uma outra execução em Osasco e recebeu denúncia anônima apontando Alemão como autor. Em novo telefonema, teve a informação de que ele estaria em um shopping da cidade. A campana acabou por prender Odair da Silva. Alemão fugiu, mas deixou para trás um cartão de memória em que havia gravações de conversas com Odair.

De acordo com o relatório policial, havia nessas conversas “a encomenda de crime de homicídio, com a contratação do matador de aluguel feita por Odair da Silva, a pedido do assessor político Celso Braz do Nascimento e o mandante do assassinato, o político deputado federal Mário de Oliveira, cuja vítima seria outro político, o deputado federal Carlos Willian de Souza”.

Entre os objetos encontrados com Odair, estavam cópias da carteira nacional de habilitação de Geraldo Aguiar dos Santos e de Marcos Régis de Moraes, o Marquinhos, motorista do deputado Mário de Oliveira. Odair explicou que “as utilizava para abater nas verbas de despesas de gabinete”. Foram encontradas também anotações de placas dos veículos HDQ-0220 e HAQ-4904, “ambos cedidos pela assessoria do deputado Mário de Oliveira e usados por Odair quando em serviço em Belo Horizonte”. Os automóveis são cadastrados na Rua Marambaia, 55, um dos endereços residenciais de Mário de Oliveira. Ninguém mais está preso. Embora o Ministério Público tenha pedido a prisão provisória dos envolvidos, a juíza decidiu mandar o caso para o STF, por envolver dois deputados federais.

Procurado pelo Estado de Minas, Carlos Willian confirmou que foi comunicado dos fatos pelas autoridades policiais de São Paulo. E se disse “estarrecido, porque não existem motivos para uma tentativa de atrocidade tão grande”. Afirmou ainda “acreditar em Deus, que até agora me livrou desses atentados”, e confiar na PF e no Judiciário. O parlamentar e seus familiares estão sob proteção policial.

A reportagem tentou contato com o deputado Mário de Oliveira, mas não conseguiu localizá-lo na tarde de sábado.

Na estrada

No cartão de memória de Alemão, apreendido pela Polícia Civil de Osasco (SP), havia várias gravações de conversas entre o criminoso e Odair da Silva. Em algumas delas, eles combinavam o assassinato de Carlos Willian para quinta-feira. Odair viria a Belo Horizonte no mesmo avião que o deputado e daria a Alemão, por telefone, as coordenadas para que ele pudesse consumar o assassinato, na estrada que liga o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, a Belo Horizonte. Ele revelou que o deputado seria buscado por um motorista numa Zafira e que costumava viajar com os vidros abertos.

Confira alguns trechos da conversa

“A Zafira é blindada?

Não, não é…

Então acompanho ele, pego e dou um sarrafo nele.

No aeroporto não, é tudo filmado.

Não, é na estrada. Na estrada eu emborracho ele.

Vou te seguir até onde dá (sic).

Vou descer com ele no avião. Te dou as instruções na descida.

O dinheiro do pagamento está na mão, né? É sete cinco, sete cinco. Fora aquele outro dinheiro, porque vou ter que ficar cinco dias aqui, para esfriar o caso.

Vou te ligar quando o avião descer. Vou na quinta, mas te ligo, porque ele muda muito de horário.”

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