Manaus – A Polícia Federal realizou diligências ontem à tarde e com mandados de busca e apreensão recolheu documentos e computadores na Igreja Central da Assembléia de Deus, no Centro Administrativo e na emissora de televisão RBN, que também pertence ao grupo evangélico. A Operação Farol da Colina da Polícia Federal, desencadeada há cerca de dois meses em Manaus, teria encontrado indícios de que administradores da Assembléia de Deus, teriam feito remessa ilegal de mais de R$ 1 milhão para o exterior. O superintendente em exercício, delegado Sérgio Fontes, disse que o inquérito investiga se houve crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro nacional.
Vários malotes foram trazidos para a sede da Superintendência da Polícia Federal, no conjunto D. Pedro I, depois de quatro horas de operação, que continham documentos contábeis e livros-caixas, apreendidos nos principais setores de administração da Assembléia de Deus. O superintendente em exercício disse que ontem não tratou-se de uma operação mas sim de diligência, para apreensão autorizada pela Justiça, de material que pode ser usado como provas dos crimes em fase de investigação e ajudar a identificar autorias, ou seja quais os membros da Assembléia de Deus que estavam fazendo o envio ilegal de dinheiro para o exterior e qual o total exato da evasão de divisas.
O inquérito vem sendo conduzido pelo delegado Loredano de Oliveira Pontes que deve reiniciar as diligências a partir do dia 5 do próximo mês, quando vai expedir notificações, fazer tomada de depoimentos de membros da administração da Assembléia de Deus, suspeitos de participação nos crimes investigados desde a Operação Farol da Colina. No entanto, explicou ontem à tarde, em entrevista coletiva, o superintendente em exercício Sérgio Fontes, a análise pericial de todo o material apreendido vai continuar em andamento na sede da Superintendência. Fontes só lembrou que o que está sendo investigado são homens e que “a Polícia Federal investiga homens e não instituições para explicar que os membros da Assembléia são os suspeitos de crimes e não a igreja em si”.