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Polícia Federal liga contratos publicitários da BrT a esquema do mensalão

Polícia Federal liga contratos publicitários da BrT a esquema do mensalão

A Polícia Federal está convencida de que as agências de publicidade DNA e SMP&B, de Marcos Valério, firmaram contratos sem concorrência no valor de R$ 50 milhões com a Brasil Telecom, e a verba foi desviada para alimentar o esquema do mensalão. O ex-presidente da BrT, Humberto Braz - condenado com o banqueiro Daniel Dantas por corrupção ativa - intermediou o negócio. A companhia, à época, estava sob comando do Opportunity.

A Polícia Federal está convencida de que as agências de publicidade DNA e SMP&B, de Marcos Valério, firmaram contratos sem concorrência no valor de R$ 50 milhões com a Brasil Telecom, e a verba foi desviada para alimentar o esquema do mensalão. O ex-presidente da BrT, Humberto Braz – condenado com o banqueiro Daniel Dantas por corrupção ativa – intermediou o negócio. A companhia, à época, estava sob comando do Opportunity.

Documentos apreendidos pela Operação Satiagraha que estão sendo periciados por técnicos da PF revelam que tanto DNA como SMP&B "conquistaram" a conta de R$ 25 milhões ao ano, mais R$ 187,5 mil mensais, da Brasil Telecom sob a única justificativa de "proporcionar uma opção de qualidade e custo".

De acordo com depoimentos colhidos pelos federais, o material publicitário produzido pelas agências de Valério não foi entregue ou tinha baixa qualidade, o que não justificava os valores contratuais.

A relação entre Braz e Valério, considerada suspeita pela PF, é esmiuçada pelos agentes, que cruzaram as informações dos contratos e de outros documentos apreendidos, como a agenda de compromissos do ex-presidente da companhia.

Depoimento sugere que juíza foi alvo de grampo ilegal

O delegado Protógenes Queiroz, mentor da Satiagraha, depôs à Corregedoria da Polícia Federal e negou que tenha pedido autorização para interceptar ligações telefônicas da desembargadora federal Cecília Mello, do Tribunal Regional Federal da 3.ª Região (TRF 3), e do criminalista Nélio Machado, defensor do banqueiro Daniel Dantas. A informação de Protógenes reforça suspeita da PF de que Cecília e mesmo a corte onde ela trabalha foram vítimas da ação clandestina de arapongas estranhos aos quadros da PF na Operação Satiagraha.

A Justiça do Direito Online

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