seu conteúdo no nosso portal

Polícia Federal prende advogado do ex-deputado Borba e de Janene, líder do PP

Polícia Federal prende advogado do ex-deputado Borba e de Janene, líder do PP

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, em Curitiba, o advogado Roberto Bertholdo, 43, que tem como clientes o ex-deputado José Borba (PMDB-PR) e o líder do PP na Câmara, José Janene (PR). Bertholdo teve a prisão preventiva decretada pelo juiz substituto da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal (especializada em crimes de lavagem de dinheiro), Gueverson Rogério Farias.

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, em Curitiba, o advogado Roberto Bertholdo, 43, que tem como clientes o ex-deputado José Borba (PMDB-PR) e o líder do PP na Câmara, José Janene (PR). Bertholdo teve a prisão preventiva decretada pelo juiz substituto da 2ª Vara Criminal da Justiça Federal (especializada em crimes de lavagem de dinheiro), Gueverson Rogério Farias.

Contra ele pesam suspeitas de que grampeou um juiz, comprou sentença, lavou dinheiro e se valeu de tráfico de influência para ganhar causas de clientes. A denúncia foi apresentada pelos procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal que investiga lavagem de dinheiro.

Além de prender o advogado, a PF cumpriu nove mandados de busca e apreensão em casas e escritórios do advogado em Curitiba (5), São Paulo (2) e Brasília (2). Carros, dinheiro, câmaras de vídeo e gravadores e um detector de rádio freqüência foram destacados pela polícia como material seqüestrado. Gravações de vídeo e áudio também apreendidas vão para a perícia.

”Ele fez escuta telefônica, mesmo. Conseguiu, de uma maneira ou de outra, fazer a escuta clandestina”, disse o superintendente da PF no Paraná, Jaber Makul Hanna Saadi. O grampo foi instalado em telefones do juiz titular da vara especializada em lavagem de dinheiro do Paraná, Sérgio Fernando Moro, entre 2003 e 2004, segundo consta da denúncia apresentada pelos procuradores da República.

Bertholdo foi assessor e é advogado do ex-deputado José Borba (PMDB-PR), que renunciou ao mandato para fugir do processo de cassação por quebra do decoro parlamentar. Borba é acusado de receber dinheiro do ”mensalão”. Bertholdo também advoga para o líder do PP, José Janene (PR), que responde a processo no Conselho de Ética da Câmara por, segundo denúncia do deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ), ser um dos criadores do esquema do “valerioduto”.

O superintendente da PF disse que não há nenhuma relação da prisão de Bertholdo com seus clientes. ”Estamos fazendo a investigação contra esse cidadão, não contra os clientes dele. Não se investiga cliente de advogado, mas sim o indivíduo acusado de infrações.”

O advogado foi preso em seu apartamento de Curitiba e não ofereceu resistência à prisão. Ele chegou sem algemas à sede da PF de Curitiba, às 11h20. Dali foi transferido para uma cela emprestada do Cope (Centro de Operações Policiais Especiais) da Polícia Civil do Paraná.

A Justiça Federal e a Procuradoria da República não deram detalhes da investigação sobre Bertholdo. Por intermédio da assessoria de imprensa, o juiz Farias adiantou apenas que, conforme a denúncia da força-tarefa, a escuta contra Moro compreendeu o período da prisão (em novembro do ano passado) do ex-deputado estadual Tony Garcia (PP), réu no processo de gestão fraudulenta do consórcio Garibaldi. Bertholdo era o advogado do caso.

A denúncia também aponta indícios de que Bertholdo cobrou R$ 600 mil de um cliente para comprar uma sentença no STJ (Superior Tribunal de Justiça). O cliente e o caso não foram identificados ontem. O processo corre em segredo de Justiça. Bertholdo teria pulverizado o dinheiro entre contas de pessoas ”laranjas”, segundo a acusação.

Na Justiça do Paraná, Bertholdo responde a um inquérito em que é acusado pelo ex-sócio, Sérgio Costa Filho, de tê-lo torturado durante uma discussão que levou à cisão da parceria no escritório de Curitiba.

Compartihe

OUTRAS NOTÍCIAS

Sócio retirante desligado antes do Código Civil de 2002 não se submete ao prazo de dois anos
TJMT mantém multa aplicada a posto por falta de informação sobre preços
Borracheiro receberá adicional de insalubridade por estresse térmico