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Presidente do TSE pede que governador do Rio de Janeiro se pronuncie sobre uso de força federal

Presidente do TSE pede que governador do Rio de Janeiro se pronuncie sobre uso de força federal

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, enviou um ofício ao governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, em que pede que ele se pronuncie sobre o uso das Forças Armadas para garantir a segurança das eleições 2008 na capital fluminense. No documento, o presidente do TSE ressalta que a autorização de enviar força federal para o Rio tem como objetivo complementar as medidas para resguardar os direitos do voto livre, dos candidatos de fazer campanha e da imprensa de realizar cobertura jornalística.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Carlos Ayres Britto, enviou um ofício ao governador do estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, em que pede que ele se pronuncie sobre o uso das Forças Armadas para garantir a segurança das eleições 2008 na capital fluminense.

No documento, o presidente do TSE ressalta que a autorização de enviar força federal para o Rio tem como objetivo complementar as medidas para resguardar os direitos do voto livre, dos candidatos de fazer campanha e da imprensa de realizar cobertura jornalística.

Em sessão nesta quinta-feira (14), o plenário do TSE definiu que o presidente da Corte poderia requisitar, por iniciativa própria, a força federal para o Rio. Os ministros reconheceram a gravidade da situação nas comunidades controladas por traficantes de drogas e milícias, que intimidam eleitores, impedem o acesso de candidatos e dificultam a cobertura da campanha pela imprensa.

Coalizão de forças

O ministro Carlos Ayres Britto já definiu que haverá um mapeamento das áreas mais frágeis com o apoio do Tribunal Regional Eleitoral, do Ministério Público e da Polícia Federal no estado, além da Secretaria de Segurança estadual. O presidente do TSE garante que o processo já está encaminhado e as autoridades envolvidas já têm acesso a um levantamento prévio desses locais.

Na próxima semana, ainda sem data definida, o ministro Carlos Ayres Britto deve se reunir com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para tratar de deliberações desta ação conjunta. “A idéia é identificar pontos de maior fragilidade estrutural, de maior dependência dessa influência nociva das duas forças, as do tráfico e das milícias, de modo mais direcionado”, afirma o ministro.

O TSE tem ouvido os governos locais antes de autorizar o envio de força federal. “Não que a palavra do governador seja derradeira, seja determinante, mas em obediência ao princípio federativo e ao fato de que o governador chefie as forças de segurança locais”, esclareceu o presidente do TSE.

Segundo o ministro, a convocação da força federal será um acréscimo num conjunto de medidas “para sanear o processo eleitoral e assegurar à imprensa condições de trabalhar livremente, aos candidatos, para que façam suas campanhas desembaraçadamente e, sobretudo, para que as comunidades oprimidas ou intimidadas possam exercer o seu livre direito de voto”.

O TSE chegou a receber uma nota oficial de apoio do procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro, Marfan Vieira, que descreve a situação como “cenário desolador” e se diz convicto da necessidade da requisição de forças federais. O pedido de Força Federal para a garantia das eleições está previsto no Código Eleitoral e na Resolução do TSE 21.843/04.

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