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Redução da testosterona compromete o desempenho sexual dos homens a partir dos 40 anos

Redução da testosterona compromete o desempenho sexual dos homens a partir dos 40 anos

Chega uma hora na vida de todo homem em que o 'lobo' que ele traz dentro de si começa a apresentar sinais de cansaço. É a chamada andropausa, distúrbio metabólico que, a exemplo da menopausa, acarreta queda acentuada nos níveis de hormônio no organismo. Progesterona e estrógeno nas mulheres, testosterona nos homens.

Chega uma hora na vida de todo homem em que o “lobo” que ele traz dentro de si começa a apresentar sinais de cansaço. É a chamada andropausa, distúrbio metabólico que, a exemplo da menopausa, acarreta queda acentuada nos níveis de hormônio no organismo. Progesterona e estrógeno nas mulheres, testosterona nos homens.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a andropausa — também conhecida como Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) — atinge 10% dos homens com mais de 40 anos. Esse percentual, no entanto, pode chegar a 25% em homens com mais de 50 anos.

Os sintomas da andropausa, alerta a diretora da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Ruth Clapauch, são os mais variados possíveis. As queixas mais comuns, porém, dizem respeito à falta de libido e à disfunção erétil. “Outros sintomas igualmente freqüentes, como fadiga crônica e perda de memória, parecem não importar tanto. O paciente só lembra de procurar o médico quando não está ‘funcionando’ bem na cama”, reconhece Ruth.

Esse foi o caso do empresário do ramo de informática Elfo Monteiro, 41 anos. Aos 34, já apresentava sintomas de andropausa, como cansaço, sonolência e falta de libido. “Não tinha disposição para nada. Nem para malhar, nem para fazer sexo. Ficava ‘caidão’ mesmo”, brinca.

Apesar da pouca idade, o empresário já se enquadrava no perfil de homens sujeitos à andropausa: obesos, diabéticos e hipertensos. Como se não bastasse levar uma vida sedentária e “só comer porcaria”— como ele mesmo diz —, ainda vivia sob constante estresse. “Se não atingisse as metas estabelecidas pela empresa, botavam minha cabeça na guilhotina”, dramatiza.

Foi quando Ruth recomendou que Elfo se submetesse à reposição hormonal com testosterona. “Virei menino outra vez”, limita-se a dizer, com um sorriso estampado no rosto. Já o administrador de empresas Felipe Gonçalves, 58 anos, prefere não correr riscos. Além da reposição hormonal, faz uso de medicamentos para disfunção erétil. “Mas só remédio para impotência também não adianta. Se você não tiver libido, não tem Cialis que dê jeito”, brinca Felipe.

O tratamento de reposição hormonal, porém, não é indicado para todos os casos. “Se não for DAEM, o paciente corre o risco de ser vítima de um câncer de próstrata. Ninguém deve fazer reposição hormonal por conta própria”, adverte João Luiz Schiavini, responsável pelo Ambulatório de Andrologia do Hospital Pedro Ernesto.

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