O relatório do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) sobre o processo por suposta quebra de decoro parlamentar contra Renan Calheiros (PMDB-AL) diz que não há provas contra o presidente da Casa. Cafeteira é relator da representação apresentada pelo PSOL contra Renan. O peemedebista é acusado de usar o lobista Cláudio Gontijo, da Mendes Júnior, para pagar a pensão e aluguel da jornalista Mônica Veloso com quem tem uma filha.
“Há ausência absoluta de provas. Tudo que foi juntado aos autos conduz ao que foi colocado na defesa”, diz ele no relatório. Cafeteira começou a ler o relatório no Conselho de Ética por volta das 13h40. Pelo que já foi lido, ele indica que recomendará o arquivamento da representação contra Renan.
O senador Marconi Perillo (PSDB-GO) já avisou que vai apresentar seu voto em separado e pedir vista –o que adia a votação do relatório. O senador Jefferson Peres (PDT-AM) disse que também pedirá vista.
O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) afirmou que vai pedir mais prazo. Ele sugeriu que o Conselho tome o depoimento, de forma reservada, da jornalista Mônica Veloso.
PSOL
O PSOL promete recorrer ao Ministério Público e ao STF (Supremo Tribunal Federal) se Cafeteira defender a absolvição de Renan nesta quarta-feira sem ouvir testemunhas do caso.
O partido encaminhou carta ao Conselho na qual afirma ser “indispensável” os depoimentos da jornalista Mônica Veloso, do lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, e do dono da empresa Gautama, Zuleido Veras entre outras testemunhas do caso.
“Se for apresentado o relatório, há sinais claros da falta de real interesse de apurar os fatos denunciados. O PSOL continuará lutando pela investigação desse fato. Não se trata de condenação ou pré-julgamento, mas não podemos aceitar a absolvição por antecipação. Esperamos que o Conselho de Ética se posicione pela real investigação do fato, o que significa ouvir todas as testemunhas que envolvem a denúncia”, disse o senador José Nery (PSOL-PA).