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Renan se diz vítima de complô da mídia anti-Lula

Renan se diz vítima de complô da mídia anti-Lula

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) disse nesta quarta-feira que setores da mídia, que não conseguiram derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições do ano passado, querem agora 'ir à forra' com o objetivo de afastá-lo da presidência do Senado.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) disse nesta quarta-feira que setores da mídia, que não conseguiram derrubar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições do ano passado, querem agora “ir à forra” com o objetivo de afastá-lo da presidência do Senado.

Ao chegar em seu gabinete nesta quarta-feira, Renan disse que não cometeu nenhum crime, por isso não vê motivos para responder por um processo de cassação.

“Setores da mídia perderam a guerra com o presidente Lula, não conseguiram derrotá-lo no primeiro e no segundo turno [das eleições] e querem, agora, um terceiro turno. Mas para isso precisam de um crime. Essa crise é artificial. O que há contra mim? Não há uma prova sequer”, disse.

O presidente do Senado é acusado de receber dinheiro do lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Júnior, para pagar pensão e aluguel à jornalista Mônica Veloso, com quem o presidente do Senado tem uma filha.

Renan disse não houve quebra de decoro parlamentar, uma vez que comprovou que usou seus próprios recursos e não recorreu à empreiteira para pagar pensão à jornalista. “Eu já me penitenciei, já pedi perdão e fui perdoado por quem devia. Do que me acusam mais”, questionou o senador.

Renan disse que, se houve irregularidades nos documentos encaminhados por ele ao Conselho de Ética para comprovar sua renda, a responsabilidade é de quem comprou parte de seu rebanho em Alagoas.

“Dizem que os documentos de quem adquiriu o gado não estão corretos. O que eu tenho a ver com isso? Eu apresentei provas, paguei, os documentos foram autenticados e atestados de que são verdadeiros”, afirmou.

Abandono

O presidente do Senado negou que tenha sido abandonado pela maioria dos senadores, mesmo depois de ter ouvido ontem, por mais de duas horas, sucessivos apelos de parlamentares, no plenário do Senado, para que se afaste do comando da Casa durante as investigações do Conselho de Ética.

“Eu tenho tido a maior solidariedade, que eu precisava ter, dos meus amigos, dos meus pares, dos meus companheiros. Eu vou enfrentar este processo da forma que eu enfrentei até agora, até o último momento. Espero que o povo brasileiro ganhe porque o que está acontecendo é uma covardia.”

Renan reiterou que não vai se afastar da presidência do Senado apesar dos apelos dos parlamentares. “De nada adianta deixar a presidência. As pessoas acham que podem separar as instituições de seus componentes e não podem.”

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