O PT teria falsificado a assinatura do ex-presidente do partido, Tarso Genro, em um requerimento enviado ao Conselho de Ética, segundo reportagem publicada nesta semana pela revista “Veja”. A fraude envolveria a representação apresentada pelo PT contra o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS), que acusou o ex-ministro José Dirceu de omitir um empréstimo de R$ 14 mil em suas declarações de renda.
O PT acusa Lorenzoni de ferir o decoro parlamentar, pois divulgou dados que são protegidos por sigilo bancário e fiscal, o que justificaria a cassação de seu mandato.
De acordo com a revista, entretanto, a assinatura de Tarso foi falsificada na representação enviada pelo PT ao Conselho de Ética. A falsificação foi apontada por um laudo pericial elaborado pelo Instituto Del Picchia, em São Paulo.
Para chegar a essa constatação, o instituto comparou a assinatura da representação com outros cinco modelos extraídos de documentos oficiais. O laudo apurou que as três rubricas apostas ao documento também foram falsificadas.
De acordo com a revista, o presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP) classificou o caso como “gravíssimo” e disse que vai notificar o PT para que confirme a autenticidade da assinatura. Se o partido reconhecer a falsificação estará confessando o crime de falsidade ideológica.
OUTRO LADO – Tarso negou que o PT tenha falsificado sua assinatura no documento enviado ao Conselho de Ética. “A representação foi assinada. Não há dúvida sobre isso.”
Segundo ele, a representação foi assinada e remetida ao Conselho de Ética assim que o assunto foi decidido internamente.
No entanto, Tarso disse que o Instituto Del Picchia pode ter analisado um outro documento e não a representação contra Lorenzoni. “O que pode ter ocorrido é que alguém enviou um outro documento para análise.”