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Salário mínimo vai ficar entre R$ 290 e R$ 300, diz Berzoini

Salário mínimo vai ficar entre R$ 290 e R$ 300, diz Berzoini

O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, confirmou hoje que o governo trabalha com um aumento do salário mínimo entre R$ 290 e R$ 300, que será dado em janeiro ou maio. "Se for em janeiro é menor [R$ 290], se for em maio é maior [R$ 300]", disse o ministro. "É apenas uma decisão orçamentária, e o presidente [Lula] está consciente de que é importante dar um aumento real do salário mínimo grande para sustentar essa recuperação dda Silva decide até a próxima quarta-feira (15) o novo valor do salário mínimo.

O ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, confirmou hoje que o governo trabalha com um aumento do salário mínimo entre R$ 290 e R$ 300, que será dado em janeiro ou maio.

“Se for em janeiro é menor [R$ 290], se for em maio é maior [R$ 300]”, disse o ministro. “É apenas uma decisão orçamentária, e o presidente [Lula] está consciente de que é importante dar um aumento real do salário mínimo grande para sustentar essa recuperação dda Silva decide até a próxima quarta-feira (15) o novo valor do salário mínimo. Entre as principais propostas estão o aumento de R$ 260 para R$ 290 em janeiro, ou para R$ 300 em maio –números que foram apresentados no sábado pelo ministro José Dirceu (Casa Civil). O reajuste de R$ 300 irá significar um aumento real –acima da inflação– de 8%.

O líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP), afirmou hoje que o governo avalia que um reajuste em janeiro representaria um ganho maior para o trabalhador em termos de massa salarial, embora o valor de R$ 300 em maio seja “simbolicamente” maior.

Berzoini e Luizinho participaram pela manhã da reunião de coordenação política com o presidente Lula e vários ministros para discutir a questão.

Tabela do IR

Berzoini afirmou que o reajuste do mínimo está “conectado” à discussão sobre a correção da tabela do Imposto de Renda, que também foi tema da reunião desta manhã.

Ele afirmou que um reajuste linear, que atingisse todas as faixas de tributação, seria uma solução melhor para a questão.

“O reajuste linear permite atingir a todas as faixas de maneira igual. Qualquer outra fórmula pode causar incompreensão em relação a esse tema”, afirmou o ministro.

Desde 1997 a tabela foi corrigida uma única vez, em 2002, em 17,5%. A defasagem hoje é de 63% –17% apenas no governo Lula. As principais centrais sindicais já aceitam uma correção da tabela menor, de cerca de 10% para todas as faixas.

A arrecadação estimada com o IR para o ano que vem é de R$ 30 bilhões. Com a correção da tabela em 10%, o governo deixaria de arrecadar R$ 2,8 bilhões. Com o reajuste de 17%, a perda seria de R$ 5 bilhões.

Hoje, a tabela tem três faixas de alíquotas: isenção (até R$ 1.058), de 15% (para salários de R$ 1.058,01 a R$ 2.115) e de 27,5% (para salários acima de R$ 2.115).

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