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Sanguessugas: doze deputados são citados em lista de propina

Sanguessugas: doze deputados são citados em lista de propina

O Ministério Público Federal prepara o primeiro pacote de denúncias contra deputados da quadrilha de sanguessugas. Encabeçam a lista de candidatos a réus 12 deputados cujos nomes são mencionados explicitamente em documentos contábeis da Planam, a firma acusada de comandar o esquema de venda de ambulâncias superfaturadas a prefeituras. Juntos, receberam pelo menos 985,2 mil entre 2001 e 2002.

O Ministério Público Federal prepara o primeiro pacote de denúncias contra deputados da quadrilha de sanguessugas. Encabeçam a lista de candidatos a réus 12 deputados cujos nomes são mencionados explicitamente em documentos contábeis da Planam, a firma acusada de comandar o esquema de venda de ambulâncias superfaturadas a prefeituras. Juntos, receberam pelo menos 985,2 mil entre 2001 e 2002.

Apreendidos pela Polícia Federal, os papéis da Planam irão compor a denúncia a ser remetida pelo procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza ao STF. Incluem repasses feitos em dinheiro e por meio de transferências bancárias. Além dos deputados, mencionam funcionários públicos e ex-parlamentares que teriam recebido dinheiro da quadrilha.

Entre os deputados, o campeão no recebimento de supostas propinas é Nilton Capixaba (PTB-RO), com R$ 378,8 mil. Ele integra a Mesa Diretora da Câmara. Ocupa o posto de segundo secretário. Há um outro dirigente da Câmara na relação. Chama-se João Caldas (PL-AL). É o quarto secretário da Mesa Diretora. Seu nome aparece nos papéis associado a repasses de R$ 52 mil.

São mencionados também nos documentos contábeis da Planam dois deputados que acabam de ser absolvidos pelo plenário da Câmara da acusação de terem se envolvido no escândalo do mensalão. Pedro Henry (PP-MT), o segundo maior beneficiário, teria recebido R$ 174,3 mil. Wanderval Santos (PL-SP), R$ 50 mil;

Os outros deputados mencionados nos documentos são, por ordem de valor supostamente recebido: Paulo Baltazar (PSB-RJ), R$ 87,5 mil; Teté Bezerra (PMDB-MT), R$ 72 mil; Fernando Gonçalves (PTB-RJ), R$ 50 mil; Lino Rossi (PP-MT), R$ 36,6 mil; Pastor Amarildo (PSC-TO), R$ 30 mil; Iris Simões (PTB-PR), R$ 22 mil; Benedito Dias (PP-AP), R$ 17 mil; e Paulo Feijó (PSDB-RJ), R$ 15 mil.

Embora estes sejam os parlamentares mais encrencados, podem não ser os únicos a amargar uma denúncia junto ao Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal e o Ministério Público aprofundam as investigações em relações a outros parlamentares.

A escrituração da Planam menciona repasses a vários assessores de congressistas. Os investigadores suspeitam que o dinheiro tenha sido destinado, na verdade, aos respectivos chefes. Os papéis mencionam também nomes de pessoas que receberam importâncias em dinheiro supostamente com o objetivo de repassar a deputados.

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