Os servidores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiram ontem, em assembléia, manter por tempo indeterminado a greve da categoria.
A paralisação começou no último dia 29 e se estende aos fóruns de todo o Estado. Os servidores pedem, além de outros pontos, um reajuste salarial de 39,1% referente às perdas causadas pela inflação nos últimos dois anos.
O TJ havia acenado com proposta de 26,39%, que foi aceita pela categoria. Mas acabou definindo em 8,33% o reajuste médio. Assembléias regionais dos servidores recusaram a proposta. O TJ fez então, uma contraproposta de 12,5%, que foi rejeitada ontem.
Segundo a Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo, a paralisação atinge 90% dos 43 mil funcionários do Judiciário paulista.
A associação informou também que já marcou mais duas assembléias para os próximos dias. A primeira será no dia 21, quarta-feira da semana que vem. A idéia é fazer eventos pulverizados, ou seja, cada cidade paulista reúne os seus funcionários da Justiça.
A outra assembléia, quando novamente será avaliada a situação e as negociações com a cúpula do Tribunal de Justiça, está marcada para o final do mês, no dia 28.
Nesse dia, a idéia é reunir todos os funcionários do Estado em manifestação na praça João Mendes, na capital paulista, onde fica a sede do Judiciário estadual.