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‘Sonambulismo sexual’ intriga cientistas

‘Sonambulismo sexual’ intriga cientistas

LONDRES. Pesquisadores tentam entender um raro distúrbio que faz as vítimas procurarem sexo enquanto estão dormindo, disse a revista New Scientist na quarta-feira. As pesquisas sobre esse 'sonambulismo sexual' são dificultadas pelo fato de os pacientes, por constrangimento, não o relatarem, e os médicos tampouco terem o hábito de perguntar a respeito.

LONDRES. Pesquisadores tentam entender um raro distúrbio que faz as vítimas procurarem sexo enquanto estão dormindo, disse a revista New Scientist na quarta-feira. As pesquisas sobre esse “sonambulismo sexual” são dificultadas pelo fato de os pacientes, por constrangimento, não o relatarem, e os médicos tampouco terem o hábito de perguntar a respeito.

Por enquanto não há cura para o distúrbio, que muitas vezes leva a dificuldades nos relacionamentos.

“Realmente me incomoda que eu não possa controlar isso”, disse Lisa Mahoney à revista. “Assusta, porque não acho que tenha algo a ver com o parceiro. Não quero que esse problema idiota nos prejudique em longo prazo.”

A maioria dos pesquisadores considera o caso uma variação do sonambulismo, embora os “sexonâmbulos” tendam a ficar na cama, ao invés de saírem andando.

O sonambulismo atinge de 2 a 4 por cento dos adultos, enquanto o “sonambulismo sexual” supostamente não é tão comum, segundo Nik Trajanovic, pesquisador da clínica de sono e vigília do Hospital Western, de Toronto.

Mas uma pesquisa realizada em 2005 pela Internet junto a 219 pacientes concluiu que o problema é mais difundido do que os relatórios médicos fazem supor.

“A maior parte das vezes o sexo adormecido acontece entre pessoas que já são parceiras”, disse Mark Pressman, especialista em sono do Hospital Lankenan, de Wynnewood, Pensilvânia, à New Scientist.

“Às vezes (os cônjuges dos pacientes) odeiam, às vezes toleram. Em raras ocasiões você tem histórias de gente que gosta mais do que do sexo acordado”, acrescentou.

Como não há cura, a atenção a fatores desencadeadores — como estresse ou privação do sono — pode ajudar. O psicólogo Michael Mangan, da Universidade de New Hampshire (EUA), criou um site para ajudar os pacientes — www.sleepsex.org.

Já Trajanovic está desenvolvendo um procedimento para diagnosticar o “sonambulismo sexual” em processos judiciais nos quais o paciente é acusado de violação sexual.

(Por John Sinnott)

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